19 – 23 de mai. de 2026
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DOENÇA DE CHAGAS CRÔNICA NO ESTADO DE MINAS GERAIS APÓS A IMPLANTAÇÃO DO E-SUS NOTIFICA

23 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Dr. Nayara Dornela Quintino (Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais/Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis (nayara.dornela@saude.mg.gov.br))

Descrição

A doença de Chagas crônica (DCC) permanece como um importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente em regiões historicamente endêmicas como Minas Gerais. Após a implantação do sistema e SUS Notifica, tornou-se possível sistematizar o registro e o monitoramento dos casos no estado. O presente estudo teve como objetivo avaliar o perfil epidemiológico da DCC em Minas Gerais após a implantação do sistema e-SUS Notifica. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, utilizando notificações compulsórias da DCC. Foram analisados dados secundários da SES-MG no Painel Temático Power BI de DCC, referentes ao período de maio de 2023 a setembro de 2025. Variáveis sociodemográficas, clínicas e formas de detecção foram organizadas e analisadas, enquanto a distribuição espacial dos casos foi representada em mapas temáticos elaborados no QGIS. Entre maio de 2023 e setembro de 2025, foram notificados 6.232 casos suspeitos, dos quais 4.913 foram confirmados e 224 evoluíram para óbito. A macrorregião Norte concentrou a maior parte dos casos (79,5%) e óbitos (61,6%). Dentro dessa região, destacam-se as microrregiões de Montes Claros, com 1.486 casos (38,0%) e 135 óbitos (97,8%), e Janaúba/Monte Azul, com 1.788 casos (45,8%) e ausência de óbitos, que juntos representaram 83,8% das ocorrências registradas na macrorregião. A macrorregião Triângulo do Norte, com 494 casos confirmados (10,1% em relação ao total de casos no período) e 51 óbitos (22,8% em relação ao total de óbitos no período), todos concentrados em Uberlândia/Araguari. Adultos de meia-idade e idosos foram os mais acometidos, predominando mulheres (59,8%), pessoas pardas (55,1%) e indivíduos com baixa escolaridade. O rastreamento ativo foi responsável por 47,8% das detecções, e a sorologia IgG confirmou 99% dos casos. Quanto à forma clínica, os casos indeterminados foram os mais frequentes (31,7%), seguidos pelas formas cardíacas leve a moderada (27,9%) e avançada (24,0%). Observou- se a presença de comorbidades, especialmente hipertensão arterial isolada (40,9%) e associada a outras doenças (12,6%). A maioria dos registros (71,6%) estava classificada como ignorada ou em branco quanto ao status de encerramento. Os resultados evidenciam forte concentração da DCC no Norte de Minas, com predomínio em adultos e idosos, e elevada associação com doenças crônicas, reforçando a importância de estratégias direcionadas de rastreamento, diagnóstico e acompanhamento clínico.

Palavras-chave Vigilância Epidemiológica; Análise Espaço-Temporal; Doença de Chagas
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Apresentação Oral
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Lorraine Barbosa Gonçalves Flávio Campos Ferreira (Instituto René Rachou - Fiocruz/Minas) Dr. Nayara Dornela Quintino (Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais/Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis (nayara.dornela@saude.mg.gov.br)) NILVANEI APARECIDO DA SILVA NEVES

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