19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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RESISTÊNCIA DE POPULAÇÕES BRASILEIRAS DE Aedes aegypti A INSETICIDAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA

22 de mai. de 2026 13:30
30m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Artrópodes Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Pedro Castro / Gerente DNs - Artrópodes (UFMG)

Descrição

O uso de inseticida para o controle de Aedes aegypti vem se traduzindo na seleção de populações resistentes que precisam ser melhor compreendidas para serem enfrentadas. Nesse contexto, o presente estudo conduziu uma revisão sistemática sobre a resistência de populações brasileiras de A. aegypti a inseticidas. A estratégia de busca foi delineada de acordo com as diretrizes do PRISMA, contemplando publicações em Inglês, Português e Espanhol no período 1995 a 2025. As buscas foram realizadas em seis bases de dados. Foram utilizados descritores previamente definidos com base no DeCS e MeSH, empregados isoladamente ou em combinações associadas aos operadores booleanos “AND” e “OR”. Os termos incluíram: “resistência a inseticidas”, “organoclorados (OC)”, “carbamatos (CB)”, “organofosforados (OP)”, “piretróides (PI)”, “neonicotinoides”, “reguladores de crescimento de insetos (IGR)”, “A. aegypti” e “Brasil”. O processo de identificação, triagem, elegibilidade dos estudos e extração dos dados, foi conduzido por dois pesquisadores independentes, com resolução de eventuais divergências pela consulta a um terceiro pesquisador. Foram selecionados 3583 estudos para comporem a revisão; após triagem, 63 atenderam aos critérios de inclusão e fizeram parte desta revisão. Os estudos avaliaram a resistência de 832 populações, distribuídas pelas 5 regiões: Sudeste (422 - 50,7%), Nordeste (198 - 23,7%), Norte (95 - 11,4%), Centro-Oeste (74 - 8,9%), Sul (26 - 3,1%) e Distrito Federal (20 - 2,4%). Dos 63 trabalhos, 50 realizaram bioensaios, sendo que 7 (14%) realizaram testes qualitativos, 18 (36%) testes quantitativos e 25 (50%) ambos. A resistência aos inseticidas foi investigada em: OP (40 – 80%), PI (27 – 54%), IGR (17 – 34%), CB (3 – 6%) e OC (1 – 2%), dos quais 42 (84%) eram grau técnico e 18 (36%) eram produto formulado. Ao todo, 601 populações de A. aegypti foram classificadas como resistentes para OP (72,2%), 398 para PI (47,8%), 108 a IGR (13%), 1 a CB (0,12%) e 1 a OC (0,12%). Do total de trabalhos, 24 (38%) investigaram os mecanismos de resistência, dos quais 4 (16,7%) avaliaram alterações bioquímicas, 10 (41,6%) mutações de sítio-alvo e 10 ambas (41,6%). A análise temporal dos dados sugere aumento do fenótipo da resistência em A. aegypti no Brasil com possível impacto na incidência das arboviroses a ele relacionadas, revelando necessidade urgente de novas alternativas para o seu enfrentamento.

Palavras-chave Aedes aegypti, resistência, inseticidas, Brasil
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 15. Vida Terrestre

Autor

Gustavo Melo Ribeiro (UFMG)

Co-autores

Pedro Castro / Gerente DNs - Artrópodes (UFMG) Pedro Horta ANDRADE Júlia Mundim SOARES Heloísa Ferreira Vitória de JESUS Letícia Rodrigues Paiva da SILVA Juliana Maria Trindade BEZERRA Leonardo Barbosa KOERICH Grasielle Caldas D’Ávila PESSOA

Materiais de apresentação

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