19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

Avaliação da citotoxicidade e atividade anti-Leishmania amazonensis do B-glucano (1,3-1,6)

23 de mai. de 2026 10:35
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

CAROLINA NOVATO GONDIM (Departamento de Medicina veterinária. Faculdade de Zootecnia e Medicina Vterinária, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, Minas Gerais, Brasil.)

Descrição

A leishmaniose cutânea (LC) é uma doença infecto-parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, sendo a Leishmania amazonensis responsável por cerca de 12% dos casos na América Latina, com manifestações cutâneas, difusas, mucosas e viscerais. A resistência aos tratamentos convencionais reforça a necessidade de novos fármacos. Nesse contexto, produtos naturais, como o β-glucano (1,3–1,6), destacam-se pelo potencial terapêutico, especialmente devido à sua capacidade de ativar macrófagos e modular a resposta imune inata. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar a atividade anti-Leishmania amazonensis do β-glucano (1,3–1,6) e sua citotoxicidade. Para isso, o estudo foi conduzido in vitro utilizando L. amazonensis (PH8) para avaliar a atividade do β-glucano (1,3–1,6). A atividade antiparasitária foi investigada nas formas promastigota, por meio de ensaio de viabilidade com MTT após 72 horas de incubação com diferentes concentrações dos compostos, e amastigota intracelular, utilizando macrófagos peritoneais extraído de camundongos BALB/c e infectados com L. amazonensis, seguido pela quantificação dos parasitos por célula. A citotoxicidade foi avaliada em células NIH/3T3 por ensaio com resazurina, enquanto os valores de IC₅₀ e CC₅₀ foram determinados por regressão linear. Como resultado, observa-se que o β-glucano (1,3–1,6) não apresentou atividade contra a forma promastigota de L. amazonensis (IC₅₀ > 50 µg/mL), porém demonstrou efeito significativo contra amastigotas intracelulares, reduzindo a carga parasitária em macrófagos com IC₅₀ de 17,94 µg/mL. Além disso, apresentou baixa citotoxicidade em células NIH/3T3 (CC₅₀ > 1.000 µg/mL) e elevado índice de seletividade (SI > 55), indicando maior especificidade para a forma intracelular do parasito. Esses resultados sugerem que sua atividade não é direta sobre o parasita, mas provavelmente mediada por mecanismos imunomoduladores sobre a célula hospedeira. Diante desses resultados, pode concluir que o β-glucano (1,3–1,6) demonstrou um perfil promissor como candidato terapêutico, especialmente por sua eficácia contra a forma amastigota associada à baixa toxicidade. Seu potencial pode estar relacionado à modulação da resposta imune, destacando-se como uma alternativa ou adjuvante no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas e abrindo portas para pesquisas futuras avaliando seu perfil imunomodulador frente a infecção por Leishmania spp.

Palavras-chave Leishmania amazonensis; Produtos naturais; Bioprospecção; Leishmaniose cutânea.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Everton Dos Santos Gomes

Co-autores

Amanda Dias de Lima CAROLINA NOVATO GONDIM (Departamento de Medicina veterinária. Faculdade de Zootecnia e Medicina Vterinária, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, Minas Gerais, Brasil.) Carla Cardozo Pinto de Arruda Dr. Fernanda da Silva (Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.) Lara Nicolly Dias Santana Ludiele Souza Castro Marcelo Biondaro Gois Rafael Francisco Rosalem Dr. Thalita Bachelli Riul

Materiais de apresentação

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