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ANÁLISE REGIONAL DOS CASOS PROVÁVEIS DE DENGUE NO BRASIL ENTRE OS ANOS DE 2020 E 2025

22 de mai. de 2026 16:20
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Ana Luisa Silva Lima (Departamento de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras)

Descrição

O objetivo do estudo é analisar a distribuição regional dos casos prováveis de dengue no Brasil entre 2020 e 2025, evidenciando tendências temporais e variações entre macrorregiões.
Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), pela ferramenta TABNET. Na plataforma, foram selecionadas as variáveis “dengue”, “ano de notificação”, “região de notificação” e período de 2020 a 2025.
No período analisado, foram contabilizados 12777793 casos prováveis de dengue. Os anos de 2020 e 2021 foram os que tiveram menos registros (974209 e 539988, respectivamente), enquanto 2024 foi o de maior registro, com 6567129 notificações. Nos outros anos houve uma média de 1,5 milhão. Quanto à região, o Sudeste registrou o maior número, com 7312790, seguido do Sul, com 2470413, Centro Oeste, com 1677526, Nordeste, com 1072979 e, por fim, Norte, com 244085 casos.
Nesse contexto, a análise dos casos prováveis de dengue no Brasil entre 2020 e 2025 evidencia importante variação temporal e concentração regional. Observou-se um menor número de notificações em 2020 e 2021, possivelmente influenciado por sub-registro durante a pandemia de COVID-19. Em 2024, houve um pico, responsável por mais de 50% dos casos do período, o que é associado a fatores como falhas no controle vetorial; mudanças climáticas, principalmente o fenômeno El Niño, que marcou a época, favorecendo altas temperaturas e chuvas intensas, essencial para a proliferação do vetor; e o aumento da suscetibilidade populacional, já que houve circulação simultânea dos quatro sorotipos do vírus da dengue, situação considerada atípica.
Quanto às regiões, o predomínio no Sudeste pode refletir maior densidade populacional, urbanização e melhor capacidade diagnóstica e de notificação. Em contraste, regiões como Norte e Nordeste apresentaram menores números absolutos, possivelmente relacionados a sub-registro. O Nordeste, por exemplo, é a segunda região mais populosa do país, mas ocupa somente a quarta posição no número de casos e é reconhecidamente uma região com menos recursos socioeconômicos e, consequentemente, menos acesso à saúde. Nesse contexto, reforça-se a necessidade de estratégias contínuas e regionalizadas de controle da dengue, incluindo intensificação da vigilância epidemiológica, eliminação de criadouros do Aedes aegypti, educação em saúde da população, ampliação do saneamento básico e uso de tecnologias inovadoras no controle vetorial.

Palavras-chave Dengue; Variação Temporal; Variação Regional
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Ana Luisa Silva Lima (Departamento de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras) Isabella Forte (Universidade Federal de Lavras) Letícia Inácio (Departamento de Medicina, Universidade Federal de Lavras) Luísa de Castro Inácio Teodoro Vanessa Clarice de Oliveira Paula (Universidade Federal de Lavras)

Materiais de apresentação

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