19 – 23 de mai. de 2026
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ESQUISTOSSOMATÍDEOS AVIÁRIOS EM Larus dominicanus NO SUL DO BRASIL: IMPLICAÇÕES EM SAÚDE ÚNICA E DOENÇAS NEGLIGENCIADAS (2022-2025)

22 de mai. de 2026 13:30
30m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Helmintos Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Bruna Henrique Pinto Silva (UFLA)

Descrição

A interface entre fauna silvestre, ambiente aquático e saúde humana é central no conceito de Saúde Única, especialmente no contexto das doenças negligenciadas. A esquistossomose aviária pode impactar indiretamente a saúde humana por meio da dermatite cercariana, uma zoonose associada à exposição a águas contaminadas. Dentre os esquistossomatídeos aviários, destaca-se o gênero Trichobilharzia, frequentemente associado à dermatite cercariana em humanos. Esses parasitas apresentam ciclo heteroxeno, envolvendo aves aquáticas como hospedeiros definitivos e moluscos como intermediários, sendo os humanos os hospedeiros acidentais. Este estudo avaliou a ocorrência desses parasitas em gaivotas (Larus dominicanus) no estado de Santa Catarina, Brasil, entre 2022 e 2025, correlacionando achados parasitológicos e histopatológicos com implicações em saúde pública. Foram analisados 116 indivíduos recebidos para necropsia, com dados do Sistema de Informação de Monitoramento da Biota Aquática (SIMBA), dos quais 4 (4/116) apresentaram infecção. À análise histopatológica, observaram-se ovos de trematódeos compatíveis com esquistossomatídeos, com cutícula refringente, espinhos laterais e miracídio central eosinofílico com núcleos basofílicos, localizados no lúmen de vasos da mucosa, associados a infiltrado mononuclear com predomínio de linfócitos e macrófagos, além de necrose focal. Apesar da baixa frequência, a detecção desses parasitas representa importante sinal de alerta, indicando contaminação ambiental e circulação ativa do agente. Por se tratar de condição negligenciada e subnotificada, a dermatite cercariana é frequentemente confundida com outras dermatopatias, dificultando seu reconhecimento. A liberação de cercárias infectantes em ambientes aquáticos amplia o risco de exposição humana e de outros animais, sobretudo em áreas de recreação. A ocorrência em aves marinhas migratórias evidencia ampla dispersão desses helmintos e sua adaptação a diferentes ecossistemas, dificultando o controle sanitário. Assim, os achados reforçam o papel das aves como sentinelas ecológicas e destacam a necessidade de vigilância integrada em Saúde Única.

Palavras-chave Aves marinhas; One Health; Helmintos;
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 14. Vida na Água

Autor

Bruna Henrique Pinto Silva (UFLA)

Co-autores

Sr. Gabriel Henrique Rodrigues Pereira (UFLA) Bianca Rebouças Ramalho (Universidade Federal de Lavras) Sra. Ana Clara Santos Branquinho (UFLA) Sra. Bianca Shizue Pinheiro Yamada Yamada (UFLA) Sra. Letícia Eduarda de Castro Sousa (UFLA) Bruno Correa Montes (Centro Universitário de Lavras) Sra. Adriana Albuquerque (PMP (Projeto de Monitoramento de Praias)) Djeison Raymundo (UFLA) Elaine Maria Seles Dorneles (UFLA)

Materiais de apresentação

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