19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HIPERTENSÃO PORTAL ASSOCIADA À ESQUISTOSSOMOSE NO BRASIL

23 de mai. de 2026 08:00
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Helmintos Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Amanda de Andrade (UFLA)

Descrição

A Esquistossomose é uma zoonose, diretamente relacionada ao saneamento precário, causada pelo parasita Schistosoma mansoni. O vetor é um caramujo de água doce do gênero Biomphalaria. Na fase crônica da doença, alterações intestinais são frequentes nos portadores. O controle da enfermidade baseia-se na vigilância epidemiológica, no tratamento adequado dos afluentes e na conscientização populacional. O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos casos de hipertensão portal associada à Esquistossomose no Brasil, caracterizando variáveis como distribuição regional, faixa etária, sexo e evolução temporal dos casos notificados. Realizou-se um estudo epidemiológico descritivo com base em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) e do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), incluindo registros do Programa de Controle da Esquistossomose. Adicionalmente, foram analisadas bases científicas (PubMed, SciELO e UpToDate) sobre as manifestações da esquistossomose hepatoesplênica, com ênfase na hipertensão portal e no acometimento duodenal no contexto brasileiro. No período analisado, registraram-se 1.813 internações por esquistossomose no país, com as regiões Nordeste (48,4%) e Sudeste (43,7%) concentrando a maioria das hospitalizações. Observou-se uma predominância de casos no sexo masculino (56,8%), na população parda (53,8%) e em adultos na faixa etária de 60 a 69 anos. A análise reforça que o diagnóstico tardio e a vulnerabilidade socioeconômica são fatores críticos para a internação hospitalar. A esquistossomose é um problema crítico de saúde pública no Brasil, principalmente quando evolui para quadros severos, como a hipertensão portal. Os dados do Ministério da Saúde revelam que os casos e internações continuam concentrados em regiões mais vulneráveis, o que reforça a relação da doença com desigualdades sociais e falta de saneamento básico. Ademais, os dados revelam desigualdade racial, visto que a predominância de casos ocorre na população parda. Na prática, isso indica que o problema envolve a desigualdade socioeconômica, o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado. Investir em prevenção e ampliar o acesso à saúde são medidas essenciais para evitar a progressão para formas graves e reduzir o impacto da doença no país.

Palavras-chave Esquistossomose; Hipertensão Portal ; Saúde Pública
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Maria Rita Oliveira Nogueira (UFLA - Universidade Federal de Lavras) Amanda de Andrade (UFLA) Geovanna Gomes Marçal (Marcos Domingos Marçal) Hillary Avlis Chela (NEP UFLA) Luana Karck (Universidade Federal de Lavras (UFLA)) Luiz Eduardo Botrel Thaís Ribeiro Gambogi Torres

Materiais de apresentação

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