19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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DIAGNÓSTICO TARDIO DE ESCABIOSE EM PACIENTE SOB CORTICOTERAPIA PROLONGADA: RELATO DE CASO

22 de mai. de 2026 16:20
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Artrópodes Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Ana Luisa Silva Lima (Departamento de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras)

Descrição

A escabiose é uma parasitose humana causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade hominis, transmitida por contato direto prolongado. Caracteriza-se por prurido e lesões típicas, geralmente pápulas eritematosas, com tunelização, ocorrendo principalmente entre os dedos das mãos, axilas, punho, aréolas e genitais. O quadro resulta da ação do ácaro e da hipersensibilidade do hospedeiro. O caso em questão trata-se de um diagnóstico tardio de escabiose, com manejo clínico inicial inespecífico e não resolutivo. LDM, sexo feminino, 52 anos, procurou atendimento em dezembro de 2025 com queixa principal de “alergia”. Apresentava prurido cutâneo generalizado iniciado em maio, com evolução para pápulas eritematosas disseminadas. Em outros serviços, foi prescrita corticoterapia sistêmica por mais de dois meses e mantida até outubro. Na avaliação inicial, em uso diário de bilastina, doxepina e corticosteroides tópicos. Ao exame físico, fácies cushingoide, pápulas eritematosas descamativas disseminadas, incluindo em região palmo-plantar, com predomínio em regiões flexurais, exulcerações superficiais e edema em membros inferiores. A investigação laboratorial inicial revelou leucócitos 7.400/mm³, eosinofilia (11%), PCR 17,8 mg/L, VHS 27 mm/h, VDRL não reagente, FAN 1:80 (padrão citoplasmático pontilhado reticulado) e IgE total 7,6 UI/mL. As hipóteses diagnósticas foram de escabiose e lúpus eritematoso sistêmico subagudo. Realizou-se biópsia cutânea. Em janeiro de 2026, após suspensão medicamentosa para investigação, houve piora do prurido, com atendimento em pronto-socorro e reinício de corticoterapia sistêmica associada à hidroxizina. Em reavaliação, relatou quadro pruriginoso em coabitantes, reforçando etiologia parasitária. Em novos exames, leucocitose (12.200/mm³) e eosinofilia (28%; 3.416/mm³). A investigação imunológica foi negativa. O exame anatomopatológico confirmou Sarcoptes scabiei, estabelecendo diagnóstico de escabiose. Instituiu-se tratamento com permetrina tópica e ivermectina oral, que obteve resolução completa do prurido e regressão das lesões cutâneas. Apesar de frequente, a escabiose é uma doença negligenciada, que não raramente tem diagnóstico tardio, favorecendo a transmissão contínua e o impacto na qualidade de vida. O reconhecimento clínico oportuno e o tratamento abrangente dos casos e contatos são essenciais. Medidas educativas e fortalecimento da atenção básica também são fundamentais para controle e prevenção.

Palavras-chave Escabiose; apresentação atípica; corticoterapia prolongada.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Ana Luisa Silva Lima (Departamento de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras) Isabella Forte (Universidade Federal de Lavras) Letícia Inácio (Departamento de Medicina, Universidade Federal de Lavras) Marcos Vilela de Souza Vanessa Clarice de Oliveira Paula (Universidade Federal de Lavras)

Materiais de apresentação

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