19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

HIATO DE IMPLEMENTAÇÃO NO CONTROLE DE ARBOVIROSES: EVIDÊNCIAS DE REATIVIDADE ESTRUTURADA EM UMA MICRORREGIÃO BRASILEIRA

23 de mai. de 2026 08:15
5m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Apresentação oral - 23/05/2026

Palestrante

Jose Cherem (UFLA)

Descrição

Este estudo analisa a operacionalização das políticas de vigilância e controle de arboviroses no nível municipal, à luz da pesquisa de implementação e do paradigma da Saúde Única. Trata-se de um estudo censitário, transversal e de abordagem mista, realizado em nove municípios, com coleta de dados por meio de questionário estruturado aplicado a gestores e responsáveis técnicos pela vigilância epidemiológica. Foram avaliados planos de contingência, uso de ferramentas epidemiológicas, vigilância entomológica, capacidade diagnóstica, integração intermunicipal e incorporação de tecnologias inovadoras. Os resultados demonstraram que, embora 100% dos municípios possuam planos formais e realizem monitoramento de curvas epidêmicas, apenas 66,7% utilizam diagramas de controle e 44,4% empregam ovitrampas. Observou-se predominância de práticas reativas, baixa integração entre sistemas epidemiológicos, entomológicos e laboratoriais, e limitada incorporação de vigilância genômica, apesar da expansão da capacidade diagnóstica no período pós-pandemia. A vigilância permanece centrada em esforço humano, com baixa utilização de inteligência de dados e ferramentas preditivas. A atuação de consórcios intermunicipais mostrou-se predominantemente administrativa, com limitada coordenação de ações regionais. Os achados evidenciam o paradoxo da “reatividade estruturada”, no qual há capacidade técnica instalada e arcabouço normativo robusto, porém com descontinuidade operacional e baixa capacidade preditiva. Esse padrão reflete falhas de governança, fragmentação institucional e ausência de integração tecnológica. Conclui-se que o principal entrave ao controle efetivo das arboviroses não reside na escassez de recursos, mas na dificuldade de transformar conhecimento e infraestrutura em ação coordenada e antecipatória. Estratégias baseadas em integração intermunicipal, vigilância preditiva, uso de inteligência artificial e fortalecimento da abordagem de Saúde Única são fundamentais para superar esse cenário.

Palavras-chave Arboviroses; Dengue; Vigilância Epidemiológica; Controle Vetorial; Saúde Única.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Apresentação Oral
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Jose Cherem (UFLA)

Co-autores

Lucas do Amaral Cherem (UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO) João Pedro de Sá Pereira Joziana Muniz de Paiva Barçante (UFLA)

Materiais de apresentação

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