19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

ANÁLISE DA PERCEPÇÃO DA POPULAÇÃO E DO RISCO OCUPACIONAL RELACIONADOS À ESPOROTRICOSE EM LAVRAS-MG

22 de mai. de 2026 16:20
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Fungos Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Samuel Fonseca de Andrade (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.)

Descrição

A esporotricose é uma infecção fúngica causada por Sporothrix schenckii, de caráter zoonótico e ampla distribuição geográfica, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. O fungo é encontrado em locais como madeira, solo e espinhos, sendo sua inoculação decorrente da implantação traumática na pele. Os felinos domésticos apresentam maior suscetibilidade, com elevada carga parasitária, e desempenham papel central na transmissão para humanos por meio de arranhaduras, contato direto com lesões e exsudato de animais infectados. Nesse contexto, o médico veterinário apresenta significativa exposição e risco de infecção, configurando-se como grupo de risco ocupacional. Este estudo teve como objetivo evidenciar o caráter ocupacional da esporotricose e analisar o nível de conhecimento acerca da doença, especialmente entre indivíduos inseridos na área da Medicina Veterinária. Para isso, foi aplicado um questionário online à população, além da descrição de dois casos de esporotricose em estudantes de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Foram obtidas 52 respostas, sendo 84,6% de estudantes e profissionais das áreas de Medicina Veterinária, Zootecnia, Medicina e Ciências Biológicas. Quanto ao primeiro contato com a doença, 48,1% relataram tê-la conhecido na graduação, 13,5% em clínicas veterinárias e 17,3% em grupos de resgate animal. Destaca-se que 19,2% não tinham certeza sobre a forma de transmissão e 17,3% declararam desconhecê-la. Nos dois relatos apresentados, a infecção ocorreu durante o manejo e atendimento em clínicas veterinárias da região de Lavras–MG, não sendo considerada inicialmente a hipótese diagnóstica de esporotricose. As informações fornecidas no atendimento indicavam histórico de lesões traumáticas prévias, sem suspeita da micose, o que contribuiu para a exposição das estudantes. O conjunto dos resultados evidencia lacunas no conhecimento e fragilidades na suspeita clínica da esporotricose, inclusive em contextos ligados à prática veterinária. Torna-se fundamental ampliar a disseminação de informações sobre a doença por meio de ações educativas e do fortalecimento das medidas preventivas. Considerando seu caráter zoonótico e o risco ocupacional inerente à atuação veterinária, reforça-se a importância do aprimoramento das normas de biossegurança no contexto clínico.

Palavras-chave Fungo, gatos, zoonose
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Aila Passos Santos (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.)

Co-autores

Tarsila Miki Gofinet Pasoto (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.) Grazielle Moura Vasconcelos Souza (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.) Larissa Basso Casemiro (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.) Maria Stella De Barros (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.) Layana Eduarda Reis Viana (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.) Samuel Fonseca de Andrade (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.) Isabella Annunziata Coimbra Carneiro (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.) Laura Silveira Ribeiro (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.) Cassiana Gonçalo Ayres (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.)

Materiais de apresentação

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