19 – 23 de mai. de 2026
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DINÂMICA HIDROLÓGICA DO RIO PURUS E SUA RELAÇÃO COM A SAZONALIDADE DA MALÁRIA EM MUNICÍPIOS RIBEIRINHOS DO SUL DO AMAZONAS

22 de mai. de 2026 15:35
5m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Apresentação oral - 22/05/2026

Palestrante

Elilson Gomes de Brito Filho (Universidade Federal de Lavras / Universidade Federal de São João Del Rei)

Descrição

A malária, causada por protozoários do gênero Plasmodium spp. e transmitida por mosquitos do gênero Anopheles, sendo o Anopheles darlingi o principal vetor na Amazônia, responsável pelos casos de transmissão na região. A doença segue como um dos principais problemas de saúde pública no Norte do Brasil, afetando sobretudo populações ribeirinhas, que vivem próximas ao rio e enfrentam limitações de saneamento e acesso aos serviços de saúde. Considerando o exposto, este estudo objetivou analisar a relação entre o nível do rio Purus e os casos de malária em municípios do sul do Amazonas nos anos de 2021 a 2025. Os locais de analisados foram os municípios de Lábrea (45.448 hab; IDH 0,531), Canutama (16.869 habitante; IDH 0,514) e Boca do Acre (35.447 hab; IDH 0,588), todos sob forte influência do regime do rio Purus. Os dados epidemiológicos foram obtidos no painel da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) e os níveis fluviométricos na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Os dados extraídos foram ajustados para gráficos de casos e do nível do rio, além de uma análise de componentes principais (PCA), onde pode-se observar um padrão recorrente: os casos aumentam após o pico da cheia. Esse comportamento indica uma resposta com atraso em relação ao nível do rio, concentrando-se no período de vazante, quando se formam ambientes favoráveis à reprodução de Anopheles darlingi. Mesmo compartilhando a mesma dinâmica fluvial, os municípios apresentam diferenças na intensidade dos casos. As maiores proporções ocorrem onde o IDH é mais baixo e as condições de saneamento são mais precárias. Os resultados indicam que o regime do rio define o momento em que a transmissão se intensifica, mas não explica sozinho sua magnitude. Esse padrão está diretamente ligado às condições de vida. Em áreas ribeirinhas, o contato com o rio é constante, seja no trabalho, no deslocamento ou no uso doméstico, o que aumenta a exposição ao vetor e dificulta o controle da doença. Portanto, há associação entre o regime hidrológico do rio Purus e a sazonalidade da malária, com aumento dos casos durante a vazante. Diferenças na intensidade da transmissão entre os municípios estão relacionadas a variações no IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) e nas condições de saneamento.emphasized text

Palavras-chave malária; hidrologia fluvial; Anopheles darlingi; Amazônia.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Apresentação Oral
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Elilson Gomes de Brito Filho (Universidade Federal de Lavras / Universidade Federal de São João Del Rei) Sr. João Vítor Pacheco Pereira (Universidade Federal de Lavras) Sra. Giovanna Vicenta de Oliveira Braga (Universidade Federal de Lavras) Sra. Letícia da Silva Rodrigues (Universidade Federal de Lavras) Sr. Fagner Henrique Silva de Castro (Universidade Federal de São João Del Rei)

Materiais de apresentação

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