Palestrante
Descrição
A malária, causada por protozoários do gênero Plasmodium spp. e transmitida por mosquitos do gênero Anopheles, sendo o Anopheles darlingi o principal vetor na Amazônia, responsável pelos casos de transmissão na região. A doença segue como um dos principais problemas de saúde pública no Norte do Brasil, afetando sobretudo populações ribeirinhas, que vivem próximas ao rio e enfrentam limitações de saneamento e acesso aos serviços de saúde. Considerando o exposto, este estudo objetivou analisar a relação entre o nível do rio Purus e os casos de malária em municípios do sul do Amazonas nos anos de 2021 a 2025. Os locais de analisados foram os municípios de Lábrea (45.448 hab; IDH 0,531), Canutama (16.869 habitante; IDH 0,514) e Boca do Acre (35.447 hab; IDH 0,588), todos sob forte influência do regime do rio Purus. Os dados epidemiológicos foram obtidos no painel da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) e os níveis fluviométricos na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Os dados extraídos foram ajustados para gráficos de casos e do nível do rio, além de uma análise de componentes principais (PCA), onde pode-se observar um padrão recorrente: os casos aumentam após o pico da cheia. Esse comportamento indica uma resposta com atraso em relação ao nível do rio, concentrando-se no período de vazante, quando se formam ambientes favoráveis à reprodução de Anopheles darlingi. Mesmo compartilhando a mesma dinâmica fluvial, os municípios apresentam diferenças na intensidade dos casos. As maiores proporções ocorrem onde o IDH é mais baixo e as condições de saneamento são mais precárias. Os resultados indicam que o regime do rio define o momento em que a transmissão se intensifica, mas não explica sozinho sua magnitude. Esse padrão está diretamente ligado às condições de vida. Em áreas ribeirinhas, o contato com o rio é constante, seja no trabalho, no deslocamento ou no uso doméstico, o que aumenta a exposição ao vetor e dificulta o controle da doença. Portanto, há associação entre o regime hidrológico do rio Purus e a sazonalidade da malária, com aumento dos casos durante a vazante. Diferenças na intensidade da transmissão entre os municípios estão relacionadas a variações no IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) e nas condições de saneamento.emphasized text
| Palavras-chave | malária; hidrologia fluvial; Anopheles darlingi; Amazônia. |
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| Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? | Apresentação Oral |
| Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? | Sim |
| O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? | 3. Saúde e Bem-Estar |