19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

AVALIAÇÃO HISTOLÓGICA DO INTESTINO MÉDIO DE LARVAS DE Aedes aegypti EXPOSTAS A UMA COMBINAÇÃO DE “COMPOSTO X”

23 de mai. de 2026 08:00
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Artrópodes Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Kaylanne Cunha

Descrição

A crescente resistência de Aedes aegypti aos inseticidas convencionais têm exigido o uso de doses cada vez mais elevadas, em decorrência da resistência a inseticidas amplamente relatada na literatura. Esse cenário é preocupante uma vez que o mosquito é vetor de arbovírus como DENV. Diante do exposto, torna-se urgente a busca por novos compostos bioativos eficazes com mecanismos de ação diferentes dos usuais. O objetivo deste trabalho é investigar o efeito do composto X (sob patente) sobre o intestino médio de larvas (L3/L4) de A. aegypti. Larvas de A. aegypti (linhagem Rockefeller) foram expostas, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde, ao “composto x” (Sigma®, pureza > 98%) em concentrações de 0,085 a 1,1 mg/mL, resultando em mortalidade de 1,1% a 96,7%. A análise de probit estimou a CL99 em 1,9 mg/mL. Após a definição da CL99 as larvas foram expostas por 24h e a mortalidade analisada por um único observados, larvas mortas, ou seja, aquelas com mobilidade alterada ou imóveis após estímulos mecânicos eram retiradas e adicionadas em solução de Bouin. As larvas foram fixadas em Bouin por 7 dias, depois lavadas em solução tampão (pH 7,2) onde foram mantidas overnight. Vencida essa etapa, as larvas foram desidratadas em série alcoólica, incluídas em historesina (Leica®) e polimerizadas a 37,5 °C. Cortes longitudinais (3–4 μm) foram obtidos e corados com hematoxilina e eosina e analisados por microscopia no ImageJ. Durante 24 horas a mortalidade iniciou-se após 4 horas de exposição atingindo seu pico máximo de mortalidade as 7 horas com uma média de 26,7% com LT50= 7,5 horas. Os resultados mostraram aumento da vacuolização e desorganização tecidual no epitélio do intestino médio para o tratamento com composto X. Nos controles água e “água + solvente” não foram observadas alterações. Tais modificações podem indicar que a ação dos compostos promove prejuízo na digestão e absorção de nutrientes, além de desequilíbrio osmótico e fisiológico no inseto. A desorganização epitelial potencialmente sugere comprometimento da função celular e estresse degenerativo. Embora os indícios de degeneração celular sejam evidentes, análises mais robustas com um número amostral maior estão sendo realizadas para confirmar esses mecanismos. Entender esses mecanismos é fundamental para avançar na descoberta de novos ativos capazes de controlar o vetor minimizando o problema da resistência aos inseticidas atuais.

Palavras-chave Aedes aegypti; Controle de vetores; Composto X; Histopatologia
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Apresentação Oral
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Kaylanne Cunha

Co-autores

Prof. Grasielle Caldas D'Avila PESSOA (Departamento de Parasitologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais) Dr. Ingrid Marciano ALVARENGA (Núcleo de Pesquisas Biomédicas, Universidade Federal de Lavras) Srta. Jhenifer Caroline Silva RIBEIRO (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária , Universidade Federal de Lavras) Prof. Joziana Muniz de Paiva BARÇANTE (Departamento de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras) Prof. Leonardo Barbosa KOERICH (Departamento de Genética, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro) Srta. Leticia Rodrigues Paiva da SILVA (Departamento de Parasitologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais) Sr. Pedro Henryque de CASTRO (Departamento de Parasitologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais) Prof. Rafael Neodini REMÉDIO (Departamento de Medicina Veterinária, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária , Universidade Federal de Lavras)

Materiais de apresentação

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