Palestrante
Descrição
A crescente resistência de Aedes aegypti aos inseticidas convencionais têm exigido o uso de doses cada vez mais elevadas, em decorrência da resistência a inseticidas amplamente relatada na literatura. Esse cenário é preocupante uma vez que o mosquito é vetor de arbovírus como DENV. Diante do exposto, torna-se urgente a busca por novos compostos bioativos eficazes com mecanismos de ação diferentes dos usuais. O objetivo deste trabalho é investigar o efeito do composto X (sob patente) sobre o intestino médio de larvas (L3/L4) de A. aegypti. Larvas de A. aegypti (linhagem Rockefeller) foram expostas, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde, ao “composto x” (Sigma®, pureza > 98%) em concentrações de 0,085 a 1,1 mg/mL, resultando em mortalidade de 1,1% a 96,7%. A análise de probit estimou a CL99 em 1,9 mg/mL. Após a definição da CL99 as larvas foram expostas por 24h e a mortalidade analisada por um único observados, larvas mortas, ou seja, aquelas com mobilidade alterada ou imóveis após estímulos mecânicos eram retiradas e adicionadas em solução de Bouin. As larvas foram fixadas em Bouin por 7 dias, depois lavadas em solução tampão (pH 7,2) onde foram mantidas overnight. Vencida essa etapa, as larvas foram desidratadas em série alcoólica, incluídas em historesina (Leica®) e polimerizadas a 37,5 °C. Cortes longitudinais (3–4 μm) foram obtidos e corados com hematoxilina e eosina e analisados por microscopia no ImageJ. Durante 24 horas a mortalidade iniciou-se após 4 horas de exposição atingindo seu pico máximo de mortalidade as 7 horas com uma média de 26,7% com LT50= 7,5 horas. Os resultados mostraram aumento da vacuolização e desorganização tecidual no epitélio do intestino médio para o tratamento com composto X. Nos controles água e “água + solvente” não foram observadas alterações. Tais modificações podem indicar que a ação dos compostos promove prejuízo na digestão e absorção de nutrientes, além de desequilíbrio osmótico e fisiológico no inseto. A desorganização epitelial potencialmente sugere comprometimento da função celular e estresse degenerativo. Embora os indícios de degeneração celular sejam evidentes, análises mais robustas com um número amostral maior estão sendo realizadas para confirmar esses mecanismos. Entender esses mecanismos é fundamental para avançar na descoberta de novos ativos capazes de controlar o vetor minimizando o problema da resistência aos inseticidas atuais.
| Palavras-chave | Aedes aegypti; Controle de vetores; Composto X; Histopatologia |
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| Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? | Apresentação Oral |
| Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? | Sim |
| O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? | 3. Saúde e Bem-Estar |