19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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RELATO DE CASO DE CÃO COM LEISHMANIOSE: UM RISCO PARA A SAÚDE ÚNICA

22 de mai. de 2026 10:20
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Saúde Única Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Myllena Ribeiro Correa (Universidade Federal de Lavras)

Descrição

A Leishmaniose, uma zoonose causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida pela picada do flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, tem nos cães o seu principal reservatório urbano. Na espécie canina, a enfermidade frequentemente se manifesta por meio de alopecia, onicogrifose, caquexia, e lesões cutâneas, principalmente nas extremidades auriculares. Nesses animais não se observa cura parasitológica, apenas remissão clínica. Em seres humanos, a doença apresenta cura clínica e parasitológica, podendo manifestar-se nas formas cutânea, mucocutânea e visceral. O presente relato visa descrever a ocorrência de um caso de leishmaniose canina e ressaltar a relevância da patologia no contexto da Saúde Única. O caso refere-se a um cão macho, não castrado, sem raça definida (SRD), com treze anos. Na anamnese, o tutor informou que o animal apresentava emagrecimento progressivo, hiporexia, além de episódios de êmese, diarreia e epistaxe. Ademais, foi relatada infestação crônica por carrapatos. O exame físico revelou alopecia e caquexia. Como exames complementares, foram solicitados hemograma, perfil bioquímico, sorologia para leishmaniose e hemoparasitose, e ultrassonografia abdominal. O hemograma demonstrou anemia normocítica normocrômica e leucopenia. O perfil bioquímico evidenciou elevação dos níveis de ureia, proteínas totais e globulinas. A ultrassonografia revelou alterações esplênicas, hepáticas e renais, estas últimas possivelmente associadas à senescência. A sorologia para leishmaniose detectou títulos de anticorpos elevados (1:160), sugerindo fortemente infecção ativa. Inicialmente, foram prescritos antiparasitário oral e coleira repelente, crucial para a prevenção da disseminação da Leishmania pelos vetores. A confirmação da leishmaniose foi obtida pelo PCR em amostra de medula óssea, e o caso foi devidamente notificado. O responsável optou pelo tratamento após a confirmação. O tratamento consistiu em miltefosina (a cada 24 horas, por 28 dias), domperidona (a cada 12 horas, por 60 dias), alopurinol (a cada 12 horas, por seis meses) e prednisolona (a cada 24 horas, por sete dias). O paciente permanece em tratamento, com acompanhamento periódico por toda a vida. Conclui-se que a leishmaniose representa uma zoonose de significativa importância para a Saúde Única, visto que afeta inúmeros cães, que se tornam reservatórios da Leishmania por longos períodos, se não forem corretamente diagnosticados, tratados ou submetidos à eutanásia.

Palavras-chave leishmaniose, cão, zoonose, Saúde Única, Leishmania
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Myllena Ribeiro Correa (Universidade Federal de Lavras)

Co-autores

Bianca Ottoni Mameluque Campos Gomes Dandara Mariana Pinheiro Nascimento (Departamento de Medicina Veterinária UFLA) Heloísa Ferreira Prock (Universidade federal de lavras) Letícia Cristina Alves da Silva (Universidade Federal De Lavras) Maria Laura Nick Valadares (UFLA) Márcio Gilberto Zangeronimo (UFLA) Rafaela de Toledo da Silva Sabrina Silva (UFLA)

Materiais de apresentação

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