19 – 23 de mai. de 2026
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS E EXPANSÃO DA DENGUE NO BRASIL: REVISÃO NARRATIVA COM ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA

22 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Saúde Única Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Giovane Cardoso Querido (Estudante de Medicina UFLA)

Descrição

A dengue apresenta expansão global consistente, com estimativas de 100 a 400 milhões de infecções anuais e metade da população mundial em risco. Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) registraram mais de 14,6 milhões de casos e cerca de 12 mil óbitos, com predomínio nas Américas. O Brasil atingiu incidência superior a 1.300 casos por 100 mil habitantes, triplo do ano anterior, com circulação simultânea dos quatro sorotipos virais. O principal vetor, o Aedes aegypti, é altamente adaptado ao ambiente urbano e sua dispersão é diretamente influenciada por temperatura, umidade e precipitação, representando um dos maiores desafios ao controle da doença em cenários de aquecimento global. Este estudo objetiva analisar a relação entre mudanças climáticas e a expansão da dengue no Brasil, identificando determinantes epidemiológicos, projeções futuras e implicações para a saúde pública. Revisão narrativa sistematizada conduzida no PubMed/MEDLINE com descritores “dengue”, “climate change”, “Aedes” e “arboviruses” e equivalentes em português. Incluíram-se estudos de 2013 a 2024 com foco em modelagem climática, dinâmica vetorial e indicadores epidemiológicos, além de relatórios da OMS e OPAS; excluíram-se estudos sem rigor analítico ou inaplicáveis ao contexto brasileiro. Estima-se que 3,83 bilhões de pessoas vivam em áreas favoráveis à transmissão, podendo ultrapassar 6,1 bilhões até 2080. O aumento das temperaturas, associado à maior umidade e alterações nos regimes de precipitação, reduz o período de incubação extrínseca viral e amplia a sobrevivência e capacidade reprodutiva do vetor, expandindo a dengue para regiões previamente não endêmicas. No Brasil, esses fatores interagem com urbanização acelerada, desigualdade socioespacial e deficiências no saneamento, elevando a magnitude e recorrência das epidemias. Os avanços na vacinação permanecem limitados por elegibilidade restrita, barreiras logísticas e baixa adesão, mantendo o controle vetorial como estratégia central, enquanto surtos recorrentes expõem fragilidades na vigilância epidemiológica e na resposta dos serviços de saúde. A dengue tende a consolidar-se como um dos principais agravos climáticos do século XXI, sobretudo em países tropicais; sem intervenções estruturais e adaptação climática efetiva, projeta-se não apenas expansão territorial, mas a redefinição do impacto epidemiológico da doença no Brasil, exigindo respostas integradas e sustentáveis.

Palavras-chave Dengue; Mudanças Climáticas; Aedes aegypti; Arboviroses; Saúde Pública.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Giovane Cardoso Querido (Estudante de Medicina UFLA)

Co-autores

Caroline Laurindo Santos (USCS UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL) Leticia Santos Villar Tales Rafael Marotti Oliveira Júnior (Estudante) Bianca Rocha Santos (Preceptora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul)

Materiais de apresentação

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