19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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Análise epidemiológica da infecção pelo vírus Zika no Brasil, entre 2020 a 2025.

23 de mai. de 2026 16:15
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Maria Letícia Ferreira Antunes (Departamento de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras)

Descrição

A Zika, arbovirose causada pelo vírus ZIKV e transmitida principalmente pelo Aedes aegypti, permanece como relevante problema de saúde pública no Brasil. Embora frequentemente apresente curso clínico leve e autolimitado, sua importância epidemiológica decorre das complicações neurológicas associadas, sobretudo a síndrome congênita do Zika, que amplia o impacto do agravo no contexto da saúde materno-infantil. Diante das dificuldades históricas no controle do vetor e da dinâmica variável de transmissão, torna-se fundamental compreender o comportamento epidemiológico da doença ao longo do tempo.

Nesse contexto, analisou-se o panorama epidemiológico da infecção pelo vírus Zika no Brasil entre 2020 e 2025, por meio de estudo ecológico de série temporal baseado em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram avaliadas variáveis demográficas, espaciais e temporais, incluindo sexo, faixa etária, localidade, distribuição mensal dos casos e condição gestacional, com análise descritiva das notificações registradas no período.

A análise evidenciou redução dos casos em 2020 e 2021, seguida de aumento progressivo até 2024 e nova queda em 2025, indicando comportamento oscilatório da transmissão. Observou-se predominância no sexo feminino (61,3%), especialmente entre indivíduos de 20 a 39 anos, faixa etária correspondente ao período reprodutivo. Quanto à distribuição regional, verificou-se maior concentração de casos nas regiões Nordeste e Sudeste, enquanto a avaliação temporal demonstrou padrão sazonal, com maior incidência entre fevereiro e maio, com pico em março. Por último, no que se refere à condição gestacional, foram identificados 14.988 casos em gestantes (8,3%), com maior frequência no segundo e terceiro trimestres.

Dessa forma, os achados demonstram que a circulação do vírus Zika no Brasil permanece influenciada por determinantes demográficos, ambientais e sazonais. A maior ocorrência em mulheres em idade fértil reforça a relevância do agravo para a saúde materno-infantil, enquanto a concentração regional e o aumento nos meses iniciais do ano sugerem relação com condições climáticas favoráveis à proliferação vetorial. Assim, evidencia-se a necessidade de fortalecimento contínuo da vigilância epidemiológica, aprimoramento dos sistemas de notificação e implementação de estratégias regionalizadas de controle do vetor, com especial atenção às populações mais vulneráveis.

Palavras-chave Zika vírus; arboviroses; epidemiologia;
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Maria Letícia Ferreira Antunes (Departamento de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras)

Co-autores

Ana Luisa Silva Lima (Departamento de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras) Leonardo Henrique França Barbosa (Médico pela Universidade Federal de Lavras) Victor Edson Nagem (Médico pela Universidade Federal de Lavras)

Materiais de apresentação

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