19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA: LEISHMANIOSE TEGUMENTAR NO NORTE DE MINAS GERAIS (2007- 2025)

23 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Srta. Laura HENRIQUE (Universidade Federal de Lavras)

Descrição

A leishmaniose tegumentar (LT) é uma zoonose tropical causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida ao ser humano pela picada de flebotomíneos, conhecidos popularmente como mosquito-palha. A doença manifesta-se principalmente na forma cutânea, caracterizada por úlceras de bordas elevadas, e forma mucosa, marcada por lesões destrutivas nas vias aéreas superiores. Este estudo analisou o perfil epidemiológico da LT na região Norte de Minas Gerais, com base em dados do SINAN/DATASUS referentes ao período de 2007 a 2025. No intervalo avaliado, foram confirmados 8.220 casos, predominando a forma cutânea (7.694; 93,6%) sobre a mucosa (526; 6,4%). A série histórica revela flutuações cíclicas marcantes, com picos de incidência em 2010 (n= 605) e 2011 (n= 594), seguidos por um novo aumento expressivo exatamente uma década depois, em 2020 (n= 695) e 2021 (n= 691). Este intervalo decenal sugere um padrão de periodicidade epidemiológica, possivelmente influenciado pela dinâmica de populações de reservatórios silvestres e pelos ciclos climáticos de longa duração. O crescimento dos casos dos anos 2020-2021, especificamente, pode ter sido potencializado pelo isolamento social durante a pandemia, que alterou o comportamento humano e ampliou a exposição peridomiciliar em áreas rurais. Em 2025, registraram-se 266 notificações; embora o número seja inferior aos picos anteriores, a persistência da transmissão reafirma a endemia regional. Entre os municípios mais afetados destacaram-se Montes Claros (n 1.777 casos), Januária (n 1.270), São João das Missões (n 521) e Varzelândia (n 519). Montes Claros, como polo regional, reflete tanto a urbanização da doença quanto a eficiência do sistema de saúde na captação de casos. Já São João das Missões e Varzelândia evidenciam vulnerabilidade socioeconômica e a presença de comunidades tradicionais e indígenas, onde o contato com o ambiente silvestre é parte da subsistência. Nessas localidades, a precariedade do saneamento e o descarte inadequado de resíduos favorecem a formação de microambientes propícios ao vetor. A transmissão ocorre de forma acidental quando o ciclo silvestre é rompido pela ocupação humana desordenada, transformando a LT em importante problema de saúde pública regional. No Norte de Minas, a doença mantém caráter endêmico, com picos cíclicos relacionados a fatores climáticos e sociais. Apesar da redução observada em 2024, permanece a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica e as políticas públicas. Estratégias voltadas ao manejo ambiental e à educação em saúde são fundamentais para reduzir de forma sustentável os casos e proteger populações vulneráveis.

Palavras-chave Leishmaniose Tegumentar; Perfil Epidemiológico; Norte de Minas Gerais; Saúde Pública; Vigilância em Saúde.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Srta. Laura HENRIQUE (Universidade Federal de Lavras)

Co-autores

Srta. Kaylanne Ketlen de Almeida CUNHA (Universidade Federal de Lavras) Dr. Ingrid Marciano ALVARENGA (Universidade Federal de Lavras) Laís Graziele RIBEIRO (Universidade Federal de Lavras) Luana Almeida LOPES (Universidade Federal de Lavras) Yasmin Julia Rocha BICALHO (Universidade Federal de Lavras) Dr. Joziana Muniz de Paiva BARÇANTE (Universidade Federal de Lavras) Dr. Luiz Daniel de BARROS (Universidade Federal de Lavras)

Materiais de apresentação

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