19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

AVALIAÇÃO DA COMPETÊNCIA VETORIAL E DINÂMICA DE SOBREVIVÊNCIA DE Nyssorhynchus darlingi SOB INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR Plasmodium vivax

22 de mai. de 2026 15:30
5m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Apresentação oral - 22/05/2026

Palestrante

Sr. Igor Belém de SOUZA (UEA)

Descrição

O Nyssorhynchus darlingi permanece como o principal desafio entomológico
para o controle da malária no Brasil, sendo o Plasmodium vivax a espécie
predominante. O recente estabelecimento de colônias laboratoriais estáveis de Ny.
darlingi abriu fronteiras para estudos controlados, permitindo investigar as respostas
fisiológicas do vetor frente à infecção de forma padronizada. Este estudo avaliou a
competência vetorial e os padrões de sobrevivência de Ny. darlingi de colônia sob
infecção experimental controlada com isolados amazônicos de P. vivax. Foram
realizados quatro Ensaios de Alimentação por Membrana Direta (DMFA)
independentes, utilizando amostras de sangue de pacientes diagnosticados com
malária vivax atendidos na FMT-HVD (parasitemia > ++). Os mosquitos foram
divididos em grupos Controle (sangue não infectado) e Teste, com monitoramento
diário de sobrevivência por 15 dias. No 8º dia pós-infecção (dpi), procedeu-se à
dissecação de intestinos médios para análise de oocistos (prevalência e intensidade).
No 15º dpi, as glândulas salivares foram processadas para quantificação de
esporozoítos em câmara de Neubauer. A exposição ao parasito não comprometeu a
sobrevivência global dos vetores na maioria dos ensaios (p = 0,1), indicando uma
tolerância biológica à carga parasitária inicial. Entretanto, observou-se
heterogeneidade na intensidade infecciosa: os ensaios 3 e 4 apresentaram aumento
acentuado na carga parasitária (p < 0,001), com prevalências de 81,2% e 87,5%,
respectivamente. No experimento 4, a alta densidade de oocistos (mediana de
200/mosquito) correlacionou-se com mortalidade significativa a partir do 4º dpi (p =
0,01). No 15º dpi, a carga esporogônica confirmou a eficiência do modelo, com
densidades médias de 8.000 (Exp. 3) e 21.000 (Exp. 4) esporozoítos por mosquito.
Os resultados demonstram que a metodologia de infecção experimental assegura a
produção de mosquitos infectados sem comprometer a viabilidade biológica da
colônia. A estabilidade do modelo, aliada à elevada carga parasitária observada,
consolida esta plataforma como uma ferramenta robusta para investigações
moleculares complexas sob condições padronizadas.

Palavras-chave Malária; Interação parasito-vetor; Parasitemia.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Apresentação Oral
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Sr. Igor Belém de SOUZA (UEA)

Co-autores

Sr. Adho M. F. CORDOVIL (UEA) Sra. Janaina Batista de FREITAS (UEA) Sra. Layne Even Borges de SOUZA (UEA) Sra. Ronilda Ferreira CARDOSO (UEA) Sra. Silvia Cássia Brandão JUSTINIANO (UEA) Dr. Rosa Amélia Gonçalves SANTANA (UEA) Dr. Nágila Francinete Costa SECUNDINO (FIOCRUZ) Dr. Paulo Filemon Paolucci PIMENTA (FIOCRUZ)

Materiais de apresentação

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