19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

DISTRIBUIÇÃO DE TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NAS REGIÕES DO BRASIL (2019-2024)

23 de mai. de 2026 10:35
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Thalita Gonçalves (Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

Descrição

A toxoplasmose congênita, resultante da infecção pelo Toxoplasma gondii durante a gestação, constitui um relevante agravo em saúde pública, especialmente devido ao risco de desfechos como abortamento, natimortalidade e sequelas neurológicas e oculares nos recém-nascidos. A ocorrência da doença pode estar associada a condições socioeconômicas desfavoráveis, limitações aos serviços de saúde e fragilidades nas ações de prevenção e diagnóstico precoce. Nesse contexto, a análise do comportamento da doença em diferentes áreas geográficas e ao longo do tempo torna-se fundamental para o planejamento de intervenções mais eficazes. Portanto, objetivou-se analisar a incidência da toxoplasmose congênita nas regiões do Brasil entre 2019 e 2024. Tratou-se de um estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, com dados secundários obtidos por meio do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram analisados casos confirmados e nascidos vivos por região, calculando-se a incidência por 10.000 nascidos vivos. As regiões Sul (18,8) e Centro-Oeste (14,26) apresentaram maiores taxas, enquanto Norte (8,79), Nordeste (8,76) e Sudeste (8,85) exibiram valores semelhantes. Observou-se aumento da incidência em todas as regiões, concomitante à redução dos nascidos vivos (16,1%), sugerindo que as mudanças não se explicam apenas pela variação demográfica. A maior incidência no Sul e Centro-Oeste pode refletir melhor capacidade de detecção e registro dos casos. No Norte, observou-se redução de 15,3% nos nascimentos e aumento de 411% nos casos, com elevação da incidência em 503% (de 4,05 para 24,43/10.000). Esse cenário pode refletir maior vulnerabilidade socioeconômica, barreiras no acesso ao pré-natal e diagnóstico tardio, além de possíveis falhas na detecção e notificação. A elevação da incidência, mesmo diante da redução de nascimentos, sugere fragilidades na prevenção da transmissão vertical. Embora o SUS disponha de estratégias como triagem sorológica, protocolos clínicos e iniciativas como a Rede Cegonha, a persistência de taxas elevadas evidencia fragilidades na implementação e na efetividade dessas ações entre as regiões. Esse cenário aponta lacunas na operacionalização das políticas existentes, reforçando a necessidade de qualificação e fortalecimento da vigilância, do diagnóstico e do manejo da infecção na gestação com o acompanhamento pré-natal.

Palavras-chave vigilância em saúde; saúde materno-infantil, políticas públicas
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Thalita Gonçalves (Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

Co-autores

Thaina Aparecida Pereira Moura Cerqueira (Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz) Sr. Thiago de Oliveira Loures (Programa de Residência em Vigilância e Atenção Básica à Saúde, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Ana Beatriz Cotta Coelho (Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Manuela Novaes Melilo (Programa de Residência em Vigilância e Atenção Básica à Saúde, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Jamily Elias da Silva (Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Gabriella Caetano (Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Giovana Côrtes (Programa de Residência em Vigilância e Atenção Básica à Saúde, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)) Janaina Da Soledad Rodrigues (Departamento de Parasitologia Animal, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Cheryl Gouveia (Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

Materiais de apresentação

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