Palestrante
Descrição
A leishmaniose visceral canina é uma zoonose de grande relevância para a saúde pública, sendo o cão o principal reservatório doméstico. Neste resumo, relata-se o caso de um canino, macho, sem raça definida, com 3 anos de idade, atendido no hospital veterinário para reavaliação clínica devido a suspeita de glomerulonefrite, o animal foi previamente diagnosticado com leishmaniose em outra clínica a cerca de três meses, iniciando o tratamento com milteforan, domperidona, alopurinol, sucralfato, cobavital e rennapro (suplemento vitamínico), e após o início do tratamento o animal apresentou apatia, hiporexia, vômitos esporádicos, poliúria e polidipsia, além de emagrecimento progressivo, sendo realizados exames (hemograma, bioquímico, urinálise e ultrassonografia) e posteriormente encaminhado para o hospital veterinário. Com isso, o animal foi admitido na internação e foram instituídos tratamentos com alopurinol, miltefosina e terapia de suporte, incluindo controle de náuseas, analgesia e suporte nutricional, abordando principalmente as alterações renais com o uso de dexametasona para realizar a imunossupressão. Foram realizados exames laboratoriais que evidenciaram anemia normocítica normocrômica, leucocitose com neutrofilia e baixa resposta medular, indicada pela contagem reduzida de reticulócitos. A bioquímica sérica revelou azotemia acentuada, com ureia elevada (>130 mg/dL) e alterações eletrolíticas, além de hipoalbuminemia e hiperglobulinemia, sugerindo processo inflamatório crônico. Exames de imagem demonstraram aumento da ecogenicidade renal compatível com glomerulonefrite, além de alterações esplênicas sugestivas de doenças infecciosas, incluindo leishmaniose. Devido a isso, o animal permaneceu internado até ser optado por cuidados paliativos domiciliares, devido à piora do quadro renal decorrente da glomerulonefrite. Portanto este caso evidencia o caráter sistêmico e progressivo da leishmaniose canina, com destaque para o comprometimento renal, uma das principais causas de óbito nesses pacientes. Dessa forma, destacam-se as implicações sociais da doença, uma zoonose de difícil controle ligada a fatores ambientais, socioeconômicos, ao vetor e a cães infectados. Em humanos, pode causar lesões cutâneas ou forma visceral, com febre prolongada, perda de peso, anemia e aumento do fígado e baço. Por isso, são essenciais medidas preventivas, como controle do vetor, diagnóstico precoce e manejo adequado dos animais infectados.
| Palavras-chave | leishmaniose; cães; zoonose; relato. |
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