19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

AÇÃO DE PROTEASES SOBRE OOCISTOS DE Cryptosporidium spp.

23 de mai. de 2026 13:30
30m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Roberta Elisa Meierjurgen Mascarenhas (UFLA - Universidade Federal de Lavras)

Descrição

A criptosporidiose é uma zoonose de elevada relevância global, caracterizada pela persistência de oocistos de Cryptosporidium spp. no ambiente. A resistência dessa espécie aos desinfetantes químicos convencionais, pode levar a impactos ecológicos devido ao uso indiscriminado desses produtos, impondo a necessidade de novas formas de controle. Nesse contexto, este estudo investigou a eficácia destrutiva in vitro de duas proteases, isoladas e em concomitância, de oocistos de Cryptosporidium spp.. As enzimas (vegetal - papaína e microbiana – Bacillus liqueniforms) utilizadas neste estudo foram obtidas comercialmente pelas empresas Dinâmica® e Prozyn®, respectivamente. Para os experimentos, inicialmente, os oocistos foram isolados de fezes de animais naturalmente infectados na Universidade Federal de Minas Gerais. Em seguida, os grupos foram separados em: controle negativo (G1); controle positivo (G2); tratamento com a protease vegetal 15% (m/v) (G3); tratamento com a protease microbiana 15% (m/v) (G4); e tratamento com ambas as enzimas na concentração de 15% (m/v) (G5). Utilizou-se o hipoclorito de sódio (0,04% v/v) como controle positivo. Os resultados revelaram que a protease microbiana apresentou uma taxa de destruição de 93%, valor estatisticamente semelhante (p>0,01) ao controle positivo convencional (95%). Por outro lado, o tratamento concomitante também atingiu 93% de eficácia, enquanto a papaína isoladamente demonstrou um desempenho inferior aos demais tratamentos (65%), embora ainda significativo (p<0,01). Um estudo de compatibilidade enzimática, realizado por até 72h de incubação, revelou que as enzimas em concomitância não somam suas atividades proteolíticas, ou seja, a ação isolada das proteases revela um potencial biotecnológico mais promissor. Além disso, a elevada performance da enzima de B. licheniformis destaca a sua viabilidade como uma tecnologia verde. Ao promover a degradação bioquímica das proteínas constituintes da parede dos oocistos sem gerar resíduos tóxicos, o método investigado alinha-se aos preceitos da Saúde Única e à Agenda 2030 da ONU. Por fim, este estudo conclui que o uso de proteases, especialmente de origem microbiana, constitui uma estratégia com grande potencial e ecologicamente correta para mitigar a persistência ambiental desse protozoário.

Palavras-chave Controle bioquímico ambiental, criptosporidiose, Saúde Única, proteases.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Débora Castro Toledo de Souza (UFLA)

Co-autores

Roberta Elisa Meierjurgen Mascarenhas (UFLA - Universidade Federal de Lavras) Ludimila Fernandes (universidade federal de lavras) Jhennifer Cristina Alves Nivia Kelly Lima Sales (Universidade Federal de Lavras (UFLA)) Dásia Silveira Soares (UFLA) Laís Graziele Ribeiro Tomaz (UFLA - Universidade Federal de Lavras) Tiago Moreira Facury (UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais) Fabio Ribeiro Braga (UVV - Universidade Vila Velha) Filippe Elias de Freitas Soares (UFLA)

Materiais de apresentação

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