19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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AVALIAÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MALÁRIA EM REGIÃO EXTRA-AMAZÔNICA-MINAS GERAIS, 2014-2024

23 de mai. de 2026 10:35
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Sra. Maria Clara Rezende Simões (Aluna da UFLA)

Descrição

Parasitos do gênero Plasmodium, agente etiológico da malária, são transmitidos principalmente pela picada da fêmea infectada do mosquito anofelino (gênero Anopheles) e apesar dos esforços para erradicação da malária, ainda há regiões na África, Ásia e América do Sul, incluindo a Amazônia brasileira, que sofrem com o aumento de casos dessa protozoose. Essa doença provoca cefaléia, cansaço e mialgia, sendo caracterizada pela febre da malária, apresentando picos febris intercalados com períodos afebris, podendo evoluir para formas graves e até fatais. Tal cenário torna necessária a análise detalhada da evolução epidemiológica da doença. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi avaliar o panorama da malária em Minas Gerais, região extra-amazônica, entre 2014 e 2024, com ênfase na distribuição espacial e perfil populacional afetado. Foram utilizados dados provenientes do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), considerando variáveis como sexo, faixa etária, raça e escolaridade. Ao todo, foram registrados 432 casos de malária no período analisado. A maioria dos casos corresponde a pessoas que viajaram para regiões de alta incidência da malária e, ao retornarem, foram diagnosticadas em Minas Gerais, caracterizando casos importados. Entre os 10 anos analisados, houve maior ocorrência em 2016, com 58 casos importados e 9 autóctones, quando o indivíduo é infectado dentro do próprio município, e em 2017, com 52 casos importados e 5 autóctones. A distribuição espacial concentrou-se na macrorregião Centro, com 154 casos, associada à maior densidade populacional, urbanização e fluxos migratórios. A análise da sazonalidade evidenciou maior número de casos entre dezembro e janeiro, período em que há elevação da temperatura e chuvas frequentes, favorecendo a proliferação vetorial. Além disso, esse período coincide com a temporada de férias, potencializando o risco de turismo em regiões endêmicas. Do ponto de vista demográfico, observou-se a predominância em homens, adultos entre 20 e 59 anos, de raça branca e indivíduos alfabetizados. Os resultados evidenciaram incidência desigual da doença em relação ao sexo, faixa etária, raça, escolaridade e região geográfica. Desse modo, destaca-se a importância da vigilância em saúde na detecção precoce da doença, tratamento adequado e controle do vetor para evitar novos casos autóctones, além da promoção de ações de orientação e monitoramento de viajantes que se deslocam para regiões endêmicas e retornam delas.

Palavras-chave importados, autóctones, endêmicas
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Sra. Maria Clara Rezende Simões (Aluna da UFLA)

Co-autores

Ingrid Alvarenga (Universidade Federal de Lavras) Maria Alice Ferreira Guimarães / Gerente Saúde Única

Materiais de apresentação

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