Palestrante
Descrição
A Doença de Chagas é uma enfermidade causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitida por insetos hematófagos do grupo dos triatomíneos. Classificada como doença negligenciada, possui elevada relevância em saúde pública, sendo uma das principais parasitoses nas Américas. Estima-se que cerca de 7 milhões de pessoas estejam infectadas, com maior concentração na América Latina. Apesar dos avanços no controle vetorial, a doença mantém caráter endêmico, especialmente em áreas vulneráveis. O presente trabalho tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico da Doença de Chagas no Brasil, considerando sua distribuição temporal, espacial e os principais grupos populacionais afetados. Trata-se de uma revisão de literatura baseada em estudos epidemiológicos nacionais, com dados secundários provenientes de sistemas de vigilância, como o SINAN, além de artigos científicos. A análise demonstra que a região Norte concentra a maior proporção de casos de Doença de Chagas Aguda, com percentuais superiores a 90%, cenário associado principalmente à transmissão oral, responsável por cerca de 80% dos casos. Essa via está relacionada ao consumo de alimentos contaminados, especialmente o açaí, além de caldo de cana e frutas manipuladas em condições sanitárias inadequadas. O perfil dos indivíduos acometidos evidencia predominância do sexo masculino (cerca de 54%), possivelmente devido à maior exposição ocupacional, e maior frequência na faixa etária de 20 a 39 anos, correspondente à população economicamente ativa. Observam-se oscilações no número de casos, com picos em 2018 e 2019. Entretanto, há limitações importantes devido à subnotificação, estimando-se que apenas 10 a 20% dos casos sejam registrados. A elevada proporção de assintomáticos e falhas nos sistemas de informação contribuem para a subestimação da doença. A mortalidade registrada é baixa, mas também pode estar subestimada. As estratégias de controle incluem combate ao vetor, melhorias habitacionais, triagem em bancos de sangue e controle da transmissão vertical. Destaca-se a necessidade de fortalecer ações contra a transmissão oral, como fiscalização sanitária na produção de alimentos, especialmente o açaí, além do aprimoramento da vigilância e da educação em saúde. Dessa forma, o fortalecimento de políticas públicas é essencial para reduzir o impacto da doença no país.
| Palavras-chave | Epidemiologia; Doenças Negligenciadas; Vigilância Epidemiológica. |
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| Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? | Pôster |
| Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? | Não |
| O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? | 3. Saúde e Bem-Estar |