19 – 23 de mai. de 2026
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MODELOS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA: ACURÁCIA, APLICABILIDADE E DESAFIOS EM CENÁRIOS DE BAIXA RENDA - REVISÃO INTEGRATIVA

22 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Giovane Cardoso Querido (Estudante de Medicina UFLA)

Descrição

A coexistência endêmica de Dengue, Zika e Chikungunya em países tropicais impõe um desafio para o diagnóstico diferencial dentre essas doenças, agravado pela sobreposição de manifestações clínicas nas fases iniciais e pela limitação de acesso a exames confirmatórios em contextos de baixa renda. Somado a isso, reações cruzadas nos testes sorológicos e coinfecções tornam essa distinção ainda mais imprecisa, elevando o risco de manejo terapêutico inadequado, piorando o prognóstico dos pacientes acometidos. Nesse cenário, a eficácia de modelos de Inteligência Artificial (IA) têm sido investigadas como ferramentas de suporte à decisão clínica no diagnóstico dessas enfermidades. O presente estudo tem como objetivo analisar a produção científica recente sobre modelos de Inteligência Artificial voltados ao diagnóstico diferencial dessas arboviroses, avaliando sua acurácia técnica, bem como as barreiras à implementação em cenários de escassez de recursos.Esta revisão integrativa foi orientada pelo referencial de Whittemore e Knafl (2005) nas bases PubMed, SciELO e BVS, com descritores MeSH/DeCS cruzados via operadores booleanos e recorte temporal de 2019 a 2026, incluindo estudos que validaram modelos de IA em dados clínicos reais ou de prontuários de países endêmicos. Em um estudo em contexto Colombiano, modelos de Random Forest aplicados a dados clínicos e laboratoriais simples, atingiram acurácia superior a 98% para as três arboviroses. Em escala populacional, modelo treinado com 6,7 milhões de registros epidemiológicos brasileiros alcançou AUC de 0,9865 operando apenas com variáveis demográficas e clínicas. A distinção entre Dengue e Zika permanece o principal desafio de especificidade, atribuído à proximidade filogenética entre os vírus e à subnotificação histórica de Zika, que restringe a base de dados para treinamento das IAs. Desse modo, mesmo que os modelos de IA testados demonstrem desempenho técnico robusto, esta revisão identifica lacunas prioritárias a serem corrigidas antes de uma aplicação em massa desses modelos extrapolando o cenário científico: escassez de validações multiclasse com dados dos sistemas de notificação brasileiros e ausência de protocolos de integração com equipes de atenção primária. A mitigação do viés de notificação e o desenvolvimento de modelos explicáveis são condições necessárias para que a acurácia técnica se traduza em impacto clínico mensurável no âmbito do Sistema Único de Saúde brasileiro.

Palavras-chave Inteligência Artificial; Diagnóstico Diferencial; Arbovirose; Acurácia Diagnóstica.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Giovane Cardoso Querido (Estudante de Medicina UFLA)

Co-autores

Caroline Laurindo Santos (USCS UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL) Analice Caldeira Leticia Santos Villar Bianca Rocha Santos (Preceptora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul)

Materiais de apresentação

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