19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

OCORRÊNCIA DE LEISHMANIOSE VISCERAL HUMANA NA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL, 2016-2025.

23 de mai. de 2026 10:35
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Gabriella Caetano

Descrição

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose parasitária de elevada relevância para a saúde pública, podendo evoluir para formas graves na ausência de diagnóstico precoce e tratamento adequado. Portanto, a identificação de áreas de maior ocorrência da doença permite a compreensão de seu comportamento epidemiológico e contribui para o estudo dos fatores que influenciam sua dinâmica de transmissão, auxiliando no direcionamento mais eficaz das ações de vigilância e controle. Assim, este estudo ecológico de série temporal objetivou analisar e comparar a ocorrência de casos humanos de LV notificados no período de 2016 a 2025 nos estados do sudeste brasileiro, a fim de compreender a magnitude da doença na região. Para isso foram utilizados dados secundários disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). As taxas de incidência anuais da doença em cada estado foram calculadas e então comparadas por meio da análise de variância (ANOVA), obtendo-se diferença estatisticamente significativa (p = 0,003), o que indica a existência de heterogeneidade na distribuição da LV humana na região Sudeste do país. Dentre os estados, Minas Gerais apresentou a maior taxa de incidência anual média de LV ao longo do período de estudo (15,93/1.000.000 hab.), com tendência de redução nos anos mais recentes. Já o Espírito Santo demonstrou elevada variabilidade nas taxas anuais de incidência da doença, com incidência média no período de 1,75/1.000.000 hab. e ocorrência de picos expressivos especialmente nos anos finais da série temporal. Em contraste, as taxas de incidência anual médias mais baixas e relativamente estáveis durante o período analisado foram observadas no Rio de Janeiro (0,62/1.000.000 hab.) e São Paulo (2,68/1.000.000 hab.), indicando menor variação na ocorrência da doença nesses territórios. Esses resultados refletem importantes variações na magnitude da LV entre as unidades federativas da região Sudeste do Brasil, reforçando a necessidade de fortalecimento contínuo das estratégias de vigilância epidemiológica, bem como da implementação de medidas de controle direcionadas e sensíveis às especificidades locais, sobretudo em áreas de maior magnitude, variação temporal irregular ou incremento recente nas taxas de incidência da doença.

Palavras-chave Zoonoses; Leishmania; Parasitologia; Saúde pública; Vigilância em Saúde.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Gabriella Caetano

Co-autores

Sr. Thiago de Oliveira Loures (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Thaina Aparecida Pereira Moura Cerqueira (Fundação Oswaldo Cruz) Thalita Gonçalves (UFRRJ) Manuela Novaes Melilo (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Jessica Cabaleiro Roriz de Alencar (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)) Janaina Da Soledad Rodrigues (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Cheryl Gouveia (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ)

Materiais de apresentação

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