19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

MANIFESTAÇÕES DERMATOLÓGICAS AUTOLIMITADAS APÓS VACINAÇÃO CONTRA DENGUE (BUTANTAN-DV): RELATO DE TRÊS CASOS

23 de mai. de 2026 08:00
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Betânia Pamplona de Souza Carvalho (Estudante de Medicina – Universidade Federal de Lavras)

Descrição

A infecção pelo vírus da dengue constitui um relevante problema de saúde pública, especialmente em áreas endêmicas, devido à elevada morbidade e ao risco de evolução para formas graves. A introdução de vacinas representa uma estratégia essencial para reduzir o impacto clínico e social da doença. Os eventos adversos pós-vacinação são, em geral, leves, autolimitados e transitórios, sendo sua descrição fundamental para a caracterização do perfil de segurança dos imunizantes. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo relatar três casos de reações adversas após a aplicação da vacina Butantan-DV. O primeiro caso refere-se a uma paciente de 48 anos, com histórico de infecção prévia por dengue há cerca de 10 anos. Vacinada em 01/02/2026, apresentou, no décimo dia, máculas em região cervical, tronco e membros superiores, sem prurido. No décimo quarto dia, houve progressão das lesões, associada a cefaleia leve, astenia discreta e fotofobia moderada. Os sintomas persistiram até o décimo sexto dia, com resolução completa até o vigésimo dia. O quadro foi caracterizado como exantema maculopapular pós-vacinal, benigno e autolimitado. O segundo caso envolve uma adolescente de 17 anos, sem histórico prévio de infecção por dengue. Após vacinação em 29/01/2026, apresentou, no nono dia, exantema maculopapular homogêneo em membros superiores, abdome e tórax, com evolução benigna e resolução espontânea até o décimo sexto dia, sem necessidade de intervenção. O terceiro caso refere-se a um paciente de 53 anos, sem infecção prévia pelo vírus dengue, vacinado em 01/02/2026. No décimo segundo dia, apresentou máculas na região cervical, tronco e membros superiores, sem prurido, com evolução benigna e completa resolução dos sinais até o décimo oitavo dia após a vacinação. Nos três casos, as manifestações foram leves, não incapacitantes e não interferiram nas atividades habituais, sem prejuízo funcional. Os achados foram predominantemente cutâneos, com início tardio, sugerindo relação com a resposta imunológica ao imunizante. A ausência de sintomas sistêmicos relevantes e a evolução favorável reforçam o perfil de segurança da vacina. Apesar da ocorrência de eventos adversos leves, os benefícios da vacinação superam os riscos, especialmente diante do potencial de formas graves da doença. Os casos descritos evidenciam manifestações dermatológicas transitórias, sem repercussões clínicas significativas, corroborando a segurança da vacina como importante medida preventiva.

Palavras-chave Dengue, Vacina Butantan-DV, Exantema maculopapular.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Betânia Pamplona de Souza Carvalho (Estudante de Medicina – Universidade Federal de Lavras) Joyce Silva de Souza Penna Luiza Rosa Baêta Pereira Victor Neves Jose Cherem (Luiz Cherem) Mariana Barçante (Gammon)

Co-autor

Joziana Muniz de Paiva Barçante (UFLA)

Materiais de apresentação

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