19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

AVANÇOS E DESAFIOS NA RESISTÊNCIA ANTIFÚNGICA EM MICOSES SISTÊMICAS – UMA REVISÃO INTEGRATIVA

22 de mai. de 2026 10:20
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Fungos Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Lucas do Amaral Cherem (UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO)

Descrição

As micoses sistêmicas configuram um importante problema de saúde pública, especialmente em indivíduos imunocomprometidos, estando associadas a elevadas taxas de morbimortalidade. Hodiernamente, escancarou-se o aumento expressivo dessas infecções, paralelamente à emergência da resistência antifúngica, o que limita as opções terapêuticas e agrava os desfechos clínicos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada com base em artigos publicados entre 2021 e 2026 nas bases PubMed, Scopus, Cochrane e Google Scholar. Foram incluídos estudos completos, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem a resistência antifúngica em micoses sistêmicas, seus mecanismos, implicações clínicas e estratégias de enfrentamento. Foram excluídos artigos duplicados, estudos sobre micoses superficiais, pesquisas sem correlação clínica, além de editoriais, resumos e publicações indisponíveis na íntegra. Foram contabilizados 1141, dos quais 20 foram selecionados após a aplicação dos critérios metodológicos. Assim, evidenciou-se um aumento significativo da resistência antifúngica, principalmente em espécies dos gêneros Candida e Aspergillus, incluindo patógenos emergentes multirresistentes. Entre os principais mecanismos identificados destacam-se mutações em genes-alvo (como ERG11 e FKS), superexpressão de bombas de efluxo, alterações na biossíntese do ergosterol, modificações na parede celular e formação de biofilmes, além de mecanismos epigenéticos e adaptações genômicas. Analisou-se ainda que o uso indiscriminado e prolongado de antifúngicos, especialmente em ambiente hospitalar, exerce forte pressão seletiva, favorecendo a emergência de cepas resistentes. Desse modo, tal questão compromete diretamente a eficácia terapêutica, estando associada a falhas no tratamento, aumento do tempo de internação e maior mortalidade. Além disso, destaca-se a relevância dos métodos diagnósticos, como testes de suscetibilidade e técnicas moleculares, para identificação precoce da resistência e melhor direcionamento terapêutico. A temática supracitada compõe crescente desafio para a prática clínica. Nesse contexto, estratégias como o uso racional de antifúngicos, monitoramento epidemiológico contínuo, implementação de programas de stewardship e o desenvolvimento de novos fármacos mostram-se fundamentais para conter a progressão da resistência e reduzir o impacto dessas infecções.

Palavras-chave Resistência antifúngica; Micoses sistêmicas; Antifúngicos.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Jose Cherem (Luiz Cherem) Larissa Barbosa Gouveia Fernandes Lucas do Amaral Cherem (UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO) Maria Helena Beltrão Angelin (Universidade de Pernambuco) Paulo Henrique da Silveira Oliveira

Materiais de apresentação

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