19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

FORMAS AMASTIGOTAS DE Leishmania sp. COMO ACHADO INCIDENTAL EM EXAMES CITOLÓGICOS

22 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Isabella Guimarães Gonçalves (UFLA)

Descrição

A leishmaniose é uma importante zoonose, causada por protozoários do gênero Leishmania. Em ambiente urbano os cães são os principais hospedeiros vertebrados, que atuam também como reservatórios da doença. Esse protozoário possui duas formas principais, a promastigota, que ocorre nos hospedeiros invertebrados (flebotomíneos) e a amastigota, que parasita células do sistema monocítico fagocitário dos cães. Nestes os sinais clínicos incluem onicrogrifose, linfadenomegalia e emagrecimento. Já as manifestações cutâneas mais frequentes são lesões descamativas e áreas de alopecia, principalmente em focinho, bordas de orelha e perioculares. Formações nodulares na pele são menos comuns na leishmaniose canina e devem ser diferenciadas de outras condições de saúde, como abscessos e neoplasias. O diagnóstico pode ser realizado por testes sorológicos, moleculares, exame citológico e histopatológico, em que a visualização direta do parasito nas amostras é o padrão ouro. O objetivo deste trabalho é relatar a detecção incidental de formas amastigotas de Leishmania sp. em dois cães sem manifestações clínicas clássicas, através do exame citológico por punção aspirativa de lesões cutâneas. O primeiro cão tinha histórico de lesões em placa na pele de membro pélvico e pequenos nódulos distribuídos entre as cadeias mamárias, com evolução de quatro meses. A suspeita clínica era de neoplasia ou processo inflamatório crônico. Na análise das lâminas coletadas por punção aspirativa por agulha fina foram observadas formas amastigotas de Leishmania sp., livres e no citoplasma de macrófagos, tanto nas lesões cutâneas quanto em punção de linfonodo poplíteo. O segundo cão tinha diversos nódulos em região de cabeça, escápula e dorso lombar, com evolução de 20 dias, período no qual os nódulos aumentaram em tamanho e quantidade. As suspeitas clínicas eram de mastocitoma e sarcoma de tecidos moles. Neste caso foram detectadas formas amastigotas de Leishmania sp. livres e no citoplasma de macrófagos nas lesões de região escapular e lombar. Esses achados ressaltam a importância da citologia como ferramenta diagnóstica e de considerar a leishmaniose entre os diagnósticos diferenciais em cães com lesões cutâneas. Dado que os cães são reservatórios do agente, uma vez que se tenha o diagnóstico definitivo torna-se imprescindível a adesão ao tratamento e o acompanhamento clínico para evitar a transmissão para humanos e outros animais.

Palavras-chave Amastigota; Leishmaniose; Citologia; Flebotomíneo; Zoonose.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Apresentação Oral
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Isabella Guimarães Gonçalves (UFLA)

Co-autores

Amanda Silva Ferreira (UFLA) Ana Luiza Magalhães de Castro (Universidade Federal de Lavras) Ana Paula Cassiano da Silva (Universidade Federal de Lavras) Angélica Terezinha Barth Wouters (UFLA) Cinthia Silveira Marques Flademir Wouters (UFLA) Gabriel Henrique Rodrigues Pereira

Materiais de apresentação

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