Palestrante
Descrição
Considerando as limitações para a imunização da população para os arbovírus veiculados por Aedes aegypti, o controle do mosquito assume papel de destaque principalmente quanto ao desenvolvimento de novas moléculas inseticidas. Nesse sentido, o presente estudo avaliou o impacto na sobrevivência e reprodução do “composto X (protegido por patente)” oferecido a adultos de A. aegypti na formulação de isca açucarada. O ensaio foi realizado em triplicata, em condições insetário, utilizando A. aegypti (Rockefeller, n=20, 1:1 macho e fêmea, 0-2 dias pós muda, jejum de 24h). Nos grupos experimentais avaliou-se o efeito da ingestão da isca açucarada considerando o “composto X 1xDL99 ou 2xDL99 + etanol PA 1% + DMSO + sacarose 10% + corante alimentício vermelho” ofertada por 3h ou ad libitum. Aos grupos controle foi ofertada a mesma isca, contudo, uma sem o composto X e outra, sem o “composto X +corante alimentício vermelho”. Com vistas a confirmação da alimentação, vencidas 24h após a oferta da isca açucarada, contabilizou-se a mortalidade dos insetos e analisou-se a distensão abdominal (mm2) com auxílio do software ImageJ (controle – mosquitos não alimentados). Após 4 dias, foi ofertada às fêmeas sobreviventes a possibilidade de repasto sanguíneo em hamster para avaliação da fertilidade (ovos postos) e da fecundidade (ovos eclodidos),bem como acompanhamento do desenvolvimento larval até L3 (sobrevivência e tempo). Durante todo o experimento a mortalidade foi registrada diariamente até a morte do último inseto. Os mosquitos de ambos os sexos, frente as duas doses (1xDL99 e 2xDL99) se alimentaram de forma semelhante aos controles. O tempo de oferta da isca impactou na mortalidade dos insetos, sendo maior no ad libitum quando comparado a 3 h, em ambas as DLs, sendo que os machos se mostraram mais suscetíveis além de morrerem mais rapidamente. A dose impactou negativamente nas taxas de fertilidade e de fecundidade, sendo menores frente à isca 2XDL99 por 3h. Destaca-se que todas as fêmeas da isca ad libitum morreram antes da oferta do repasto sanguíneo. Por fim, 100% das larvas que eclodiram, independente da dose e/ou do tempo de exposição à isca, chegaram a fase L3 sem alteração no desenvolvimento. Os resultados indicam que o composto X tem potencial para desenvolvimento de uma ferramenta de controle de A. aegypti demandando novos estudos.
| Palavras-chave | Controle de Vetores; Aedes aegypti; Isca tóxica |
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| Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? | Apresentação Oral |
| Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? | Sim |
| O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? | 3. Saúde e Bem-Estar |