19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

AVALIAÇÃO DO EFEITO INSETICIDA DE “COMPOSTOS de X” DE FORMA ISOLADA E COMBINADA SOBRE LARVAS DE Aedes aegypti: EFICÁCIA, EFEITO RESIDUAL E ALTERAÇÕES HISTOLÓGICAS NO INTESTINO MÉDIO DE LARVAS

23 de mai. de 2026 13:35
5m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Artrópodes Apresentação oral - 23/05/2026

Palestrante

Pedro Castro / Gerente DNs - Artrópodes (UFMG)

Descrição

A crescente resistência de Aedes aegypti aos inseticidas, aliada à expansão das arboviroses relacionadas ao mosquito, impõe a necessidade de prospecção de novos compostos bioativos com propriedades inseticidas e/ou de impacto no desenvolvimento do inseto. Nesse sentido, avaliamos o efeito larvicida de 4 compostos sintéticos de X (patente, CL5o = 0,33 mg.mL⁻¹), solubilizados em DMSO e etanol 1%, isolados e combinados, utilizando metodologia padrão-ouro OMS, a saber: composto 1 a 6,09 g.mg-1, composto 2 a 4,5 g.mg-1, composto 3 a 0,019 g.mg-1 e composto 4 a 0,012 g.mg-1. Os insetos do grupo controle foram expostos apenas aos solventes. Verificou-se: i) baixo (C1 17,8%, C2 7,8%) ou nenhum efeito inseticida (C3 e C4) dos compostos isolados, ii) aumento significativo na mortalidade frente as associações binárias contendo C1, em especial "C1+C2" (46,7%), iii) redução da mortalidade frente as combinações ternárias frente a combinação de “C1+C4” e iv) mortalidade de 35,6% frente a associação de todos os 4 compostos. A curva dose-resposta revelou CL50 de 0,56 mg.mL⁻¹ (IC 95%: 0,27–1,39) para C1, de 1,27 mg.mL⁻¹ (IC 95%: 1,16–1,38) para C2 e de 0,43 mg.mL⁻¹ (IC 95%: 0,39–0,45) para “C1+C2”, sugerindo sinergismo. Ensaios de efeito residual demonstraram que as soluções de C2 mantiveram efeito inseticida por até 9 meses (protegida da luz e mantida refrigerada ou a temperatura ambiente até o momento do uso). Ensaios com “C1+C2” encontram-se em andamento. A avaliação histológica de larvas expostas a CL99 de C1 (1,9 mg.mL-1) ou de “C1+C2” (1,95 mg.mL-1) revelaram aumento da vacuolização e desorganização tecidual no epitélio do intestino médio, de forma mais pronunciada frente a C1. Os resultados sugerem melhor efeito inseticida, de forma sinérgica, de C1+C2, com possível mecanismo de ação na destruição intestinal do inseto, contudo, não excluindo outros sítios alvo. Encontra-se em andamento estudos investigando o efeito inseticida sobre populações resistentes a inseticida e a relação de C1+C2 sobre as enzimas detoxificativas e os receptores de adenosina.

Palavras-chave Controle de Vetores; Larvicida; Café; Histologia; Efeito Residual
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Apresentação Oral
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Grasielle Caldas D’Ávila Pessoa (Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)) Ingrid ALvarenga (Universidade Federal de Lavras) Jenifer Caroline Silva RIBEIRO Joziana Muniz de Paiva Barçante Julia Mundim SOARES Leonardo Barbosa KOERICH Leticia Rodrigues Paiva SILVA Pedro Castro / Gerente DNs - Artrópodes (UFMG) Rafael Neodini Remedio

Materiais de apresentação

Ainda não há materiais