19 – 23 de mai. de 2026
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USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ENFRENTAMENTO DAS DOENÇAS NEGLIGENCIADAS: REVISÃO INTEGRATIVA DO POTENCIAL E DESAFIOS PARA A EQUIDADE EM SAÚDE

22 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Temas Transversais Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Giovane Cardoso Querido (Estudante de Medicina UFLA)

Descrição

Doenças negligenciadas afetam mais de 1 bilhão de pessoas globalmente, com elevada morbimortalidade e impactos socioeconômicos que evidenciam profundas desigualdades no acesso à saúde. Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reforçado a necessidade de estratégias inovadoras para populações vulneráveis, tornando as tecnologias digitais e a inteligência artificial (IA) ferramentas de crescente relevância. Este estudo objetiva analisar o papel dessas tecnologias no enfrentamento das doenças negligenciadas, considerando aplicações, limitações, impactos globais e experiências no Brasil. Trata-se de revisão integrativa com publicações de 2019 a 2023, conduzida nas bases PubMed, SciELO e repositórios institucionais da OMS, com os descritores “neglected tropical diseases”, “artificial intelligence” e “digital health” e seus equivalentes em português, combinados por operadores booleanos. Foram selecionados estudos abordando vigilância epidemiológica, diagnóstico, gestão de dados, telemedicina e ética, priorizando evidências aplicáveis em contextos vulneráveis; excluíram-se trabalhos sem rigor metodológico ou inaplicáveis ao escopo proposto. Algoritmos de IA aumentam em até 30% a precisão na detecção de áreas de risco, permitindo intervenções direcionadas e planejamento eficiente de recursos. Iniciativas brasileiras demonstram incremento de 25% na detecção precoce de doenças como leishmaniose e dengue, com melhoria no acompanhamento de pacientes e priorização de intervenções em áreas periféricas. Telemedicina e aplicativos móveis ampliam a cobertura em regiões remotas; contudo, barreiras estruturais persistem, como baixa infraestrutura, desigualdade de acesso digital, vieses algorítmicos e preocupações éticas relacionadas à privacidade. Evidências indicam que, sem políticas inclusivas e capacitação profissional, essas ferramentas podem reproduzir iniquidades existentes. Conclui-se que a integração de IA e tecnologias digitais representa uma das estratégias mais promissoras e transformadoras para o enfrentamento das doenças negligenciadas no século XXI; sua consolidação, contudo, exige regulamentação ética robusta, investimento estrutural contínuo e políticas públicas comprometidas com a equidade, sob risco de ampliar as disparidades que historicamente marginalizam as populações mais vulneráveis do Brasil e dos países em desenvolvimento.

Palavras-chave Doenças Negligenciadas; Inteligência Artificial; Saúde Digital; Equidade em Saúde; Vigilância Epidemiológica.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Giovane Cardoso Querido (Estudante de Medicina UFLA)

Co-autores

Caroline Laurindo Santos (USCS UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL) Leticia Santos Villar Analice Caldeira Bianca Rocha Santos (Preceptora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul)

Materiais de apresentação

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