Palestrante
Descrição
Doenças negligenciadas afetam mais de 1 bilhão de pessoas globalmente, com elevada morbimortalidade e impactos socioeconômicos que evidenciam profundas desigualdades no acesso à saúde. Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reforçado a necessidade de estratégias inovadoras para populações vulneráveis, tornando as tecnologias digitais e a inteligência artificial (IA) ferramentas de crescente relevância. Este estudo objetiva analisar o papel dessas tecnologias no enfrentamento das doenças negligenciadas, considerando aplicações, limitações, impactos globais e experiências no Brasil. Trata-se de revisão integrativa com publicações de 2019 a 2023, conduzida nas bases PubMed, SciELO e repositórios institucionais da OMS, com os descritores “neglected tropical diseases”, “artificial intelligence” e “digital health” e seus equivalentes em português, combinados por operadores booleanos. Foram selecionados estudos abordando vigilância epidemiológica, diagnóstico, gestão de dados, telemedicina e ética, priorizando evidências aplicáveis em contextos vulneráveis; excluíram-se trabalhos sem rigor metodológico ou inaplicáveis ao escopo proposto. Algoritmos de IA aumentam em até 30% a precisão na detecção de áreas de risco, permitindo intervenções direcionadas e planejamento eficiente de recursos. Iniciativas brasileiras demonstram incremento de 25% na detecção precoce de doenças como leishmaniose e dengue, com melhoria no acompanhamento de pacientes e priorização de intervenções em áreas periféricas. Telemedicina e aplicativos móveis ampliam a cobertura em regiões remotas; contudo, barreiras estruturais persistem, como baixa infraestrutura, desigualdade de acesso digital, vieses algorítmicos e preocupações éticas relacionadas à privacidade. Evidências indicam que, sem políticas inclusivas e capacitação profissional, essas ferramentas podem reproduzir iniquidades existentes. Conclui-se que a integração de IA e tecnologias digitais representa uma das estratégias mais promissoras e transformadoras para o enfrentamento das doenças negligenciadas no século XXI; sua consolidação, contudo, exige regulamentação ética robusta, investimento estrutural contínuo e políticas públicas comprometidas com a equidade, sob risco de ampliar as disparidades que historicamente marginalizam as populações mais vulneráveis do Brasil e dos países em desenvolvimento.
| Palavras-chave | Doenças Negligenciadas; Inteligência Artificial; Saúde Digital; Equidade em Saúde; Vigilância Epidemiológica. |
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| Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? | Pôster |
| Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? | Sim |
| O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? | 3. Saúde e Bem-Estar |