19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

COINFECÇÃO ENTRE LEISHMANIOSE VISCERAL E HIV: DESAFIOS CLÍNICOS E IMPACTO NA MORBIMORTALIDADE

23 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Temas Transversais Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Leticia Santos Villar

Descrição

A Leishmaniose visceral é uma doença negligenciada de elevada letalidade quando não tratada e a associação com o HIV tem se mostrado como um importante desafio para o controle da doença, uma vez que ambas interagem de forma sinérgica, agravando a evolução clínica e dificultando o manejo terapêutico. Diante desse cenário, o presente trabalho visa analisar como a coinfecção de Leishmaniose e HIV impactam na morbimortalidade dos indivíduos infectados. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com buscas nas bases de dados PubMed e no portal de periódicos CAPES, utilizando os descritores “leishmaniasis”, “HIV”, “coinfection”, “impact” e “Brazil”. Foi usado um filtro temporal de 2016 e 2026, incluindo artigos em inglês, português e espanhol, sendo encontrados 14 trabalhos e selecionados àqueles que abordassem fatores associados aos desafios clínicos e impacto na morbimortalidade. Os achados indicam que a coinfecção entre leishmaniose visceral e HIV está associada a um importante agravamento do quadro clínico e a um pior prognóstico. A interação entre os dois patógenos compromete a resposta imunológica, favorecendo a progressão da infecção por Leishmania spp. e acelerando a evolução da infecção pelo HIV. Assim, indivíduos vivendo com HIV apresentam maior risco de desenvolver formas sintomáticas da leishmaniose visceral, visto que a redução de linfócitos CD4+ favorece a replicação parasitária. De forma paralela, a infecção por Leishmania spp. pode aumentar a replicação viral do HIV, acelerando sua evolução para formas mais graves. Do ponto de vista clínico, pacientes coinfectados apresentam manifestações atípicas e maior dificuldade diagnóstica. Além disso, a coinfecção também está associada a maior risco de recaídas e menor resposta terapêutica, mesmo com o uso de terapia antirretroviral e esquemas combinados. Evidências indicam que pacientes coinfectados apresentam menor taxa de cura, maior toxicidade aos tratamentos e necessidade de profilaxia secundária prolongada. Ainda, dados epidemiológicos indicam maior letalidade entre indivíduos coinfectados em comparação aos casos de leishmaniose isolada. Sendo assim, a coinfecção está associada a piores desfechos clínicos e aumento da mortalidade. Frente a essa realidade, o manejo clínico integrado, com preparo dos médicos para lidar com essa coinfecção, são essenciais para reduzir a morbimortalidade e melhorar os desfechos desses pacientes.

Palavras-chave Leishmaniose visceral; HIV; Coinfecção; Morbimortalidade.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Leticia Santos Villar

Co-autores

Analice Caldeira Giovane Cardoso Querido (Estudante de Medicina UFLA) Vitória Rabelo (Jarbas Rabelo de Oliveira e Efigênia Fernandes Rodrigues) VITOR MATI (Departamento de Medicina - FCS/UFLA)

Materiais de apresentação

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