19 – 23 de mai. de 2026
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ESQUISTOSSOMOSE NO BRASIL: CARACTERIZAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS NOTIFICADOS ENTRE 2015 E 2025

22 de mai. de 2026 13:00
30m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Helmintos Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Rafaela Antunes de Faria (UFLA - Universidade Federal de Lavras)

Descrição

Popularmente conhecida como “barriga-d’água”, a esquistossomose é uma doença infecciosa negligenciada causada por Schistosoma mansoni. Sua transmissão ocorre quando ovos eliminados nas fezes humanas contaminam a água, infectam caramujos e liberam cercárias, que penetram na pele durante o contato com água contaminada. No Brasil, a doença permanece relevante, sobretudo em áreas com vulnerabilidade social e deficiência de saneamento, com maior concentração nas regiões Nordeste e Sudeste. Nesse contexto, compreender seu perfil epidemiológico é fundamental para orientar ações de controle. Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico dos casos confirmados de esquistossomose no Brasil, no período de 2015 a 2025. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com dados secundários do SINAN/DATASUS, considerando variáveis sociodemográficas e evolução dos casos. No período analisado, foram registrados 37.929 casos, com predominância do sexo masculino (60,74%). A faixa etária mais acometida foi de 40 a 59 anos (35,33%), seguida de 20 a 39 anos (33,01%). Houve predomínio de indivíduos pardos (52,83%), seguidos por brancos (27,84%). Quanto à escolaridade, destacou-se maior frequência entre indivíduos com ensino médio completo (12,46%), sem evidenciar associação clara entre baixa escolaridade e infecção na população estudada. Em relação à evolução, observou-se cura em 58,54% dos casos, porém com elevada proporção de registros ignorados (36,77%), o que limita a interpretação dos desfechos. Foram registrados ainda 1,59% de não cura, 2,08% de óbitos pela doença e 1% por outras causas. A doença apresentou maior ocorrência no Sudeste (70,82%) e Nordeste (25,18%). Essa distribuição pode estar associada não apenas a fatores socioambientais, mas também a maior cobertura diagnóstica e de notificação no Sudeste, além da existência de bolsões de vulnerabilidade em áreas urbanas. Além disso, a incompletude dos dados reforça possíveis fragilidades na vigilância epidemiológica. Dessa forma, reforça-se a necessidade de ampliar o acesso ao saneamento básico, fortalecer a vigilância, promover diagnóstico precoce e intensificar ações de educação em saúde. Tais medidas são essenciais para reduzir a incidência e complicações da esquistossomose, como hepatoesplenomegalia, hipertensão portal e pulmonar, hemorragia digestiva e óbito.

Palavras-chave Saneamento Básico; Doenças Negligenciadas; Schistosoma mansoni
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Rafaela Antunes de Faria (UFLA - Universidade Federal de Lavras)

Co-autores

Amanda de Andrade (UFLA) CAMILLY CARMO Joziana Muniz de Paiva Barçante (Orientadora, DME, UFLA)

Materiais de apresentação

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