19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

ESQUISTOSSOMOSE HEPATOESPLÊNICA: COMPLICAÇÕES CLÍNICAS E MANEJO DA HIPERTENSÃO PORTAL

23 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Helmintos Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Leticia Santos Villar

Descrição

A esquistossomose hepatoesplênica é uma condição clínica grave que resulta da resposta inflamatória crônica à infecção causada por Schistosoma spp. presentes nas veias mesentéricas, gerando fibrose periportal e hipertensão portal. Ao contrário da cirrose, a função hepatocelular costuma ser preservada, mas as complicações decorrentes da hipertensão portal causam elevada morbidade. Desse modo, o presente trabalho visa analisar as complicações clínicas da esquistossomose hepatoesplênica e o manejo da hipertensão portal. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com buscas na base de dados PubMed, utilizando os descritores “hepatosplenic schistosomiasis”, “clinical complications”, “portal hypertension” e “management OR treatment”. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2026, em inglês, português e espanhol, que abordassem a esquistossomose hepatoesplênica e fatores associados a complicações clínicas e manejo da hipertensão portal. Os estudos analisados evidenciam que a esquistossomose hepatoesplênica é caracterizada, principalmente, pela presença de hipertensão portal não cirrótica, decorrente da fibrose periportal (fibrose de Symmers), que gera aumento da resistência ao fluxo sanguíneo portal. Esse aumento leva ao desenvolvimento de circulação colateral, esplenomegalia e gastropatia hipertensiva, podendo também estar associada a hiperesplenismo e consequentes citopenias. As principais complicações da esquistossomose hepatoesplênica são relacionadas à hipertensão portal, com destaque para as varizes esofágicas e o risco de hemorragia digestiva alta, uma das principais causas de óbito nesses casos. Ainda, podem ocorrer ascite e formação de shunts portossistêmicos. O tratamento antiparasitário com praziquantel funciona para interromper a progressão da infecção, mas não reverte completamente as alterações fibróticas de todas as espécies de Schistosoma spp.. No controle das complicações, há destaque para o uso de betabloqueadores não seletivos para redução da pressão portal e a ligadura elástica endoscópica para prevenção e tratamento de sangramentos das varizes. Em casos mais graves ou refratários, procedimentos como derivação portossistêmica podem ser indicados. Portanto, no contexto da esquistossomose hepatoesplênica, a hipertensão portal é o principal determinante das complicações clínicas e da morbidade e o manejo correto, com tratamento antiparasitário e controle das complicações, é essencial para melhores desfechos.

Palavras-chave Esquistossomose hepatoesplênica; Complicações clínicas; Hipertensão portal; Tratamento
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Leticia Santos Villar

Co-autores

Analice Caldeira Caroline Laurindo Santos (USCS UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL) Giovane Cardoso Querido (Estudante de Medicina UFLA) Thaís Ribeiro Gambogi Torres

Materiais de apresentação

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