Palestrante
Descrição
A leptospirose é uma zoonose de distribuição mundial causada por bactérias do gênero Leptospira, transmitida principalmente pelo contato com urina de animais infectados, especialmente roedores, ou com água contaminada. Em regiões tropicais com deficiências em saneamento básico, a doença se apresenta como um importante problema de saúde pública. Apesar de endêmica, sua casuística no estado de Minas Gerais permanece relativamente baixa, com média de 167,1 casos anuais na última década. Este relato descreve um caso de leptospirose humana atendido em unidade básica de saúde no município de Perdões (MG), destacando aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais relevantes ao diagnóstico e conduta precoce. Trata-se de paciente do sexo feminino, 24 anos, voluntária em abrigo de animais com histórico de infestação de roedores, que procurou atendimento médico com queixas de diarreia, mialgia em panturrilhas e região lombar, calafrios, fotofobia e cefaleia. Os sintomas iniciaram no dia 1 e se intensificaram no dia 3, motivando a busca por atendimento. Foi realizado teste rápido para dengue, com resultado negativo. A médica solicitou RT-PCR para dengue e PCR para leptospirose, além de exames laboratoriais: hemograma, ureia, creatinina, bilirrubinas, CPK, fosfatase alcalina, gama GT, eletrólitos, transaminases, gasometria e urinálise. O tratamento instituído incluiu amoxicilina 500 mg por sete dias, hidratação oral com sais e dipirona 500 mg. A paciente foi orientada a evitar o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Os exames foram coletados no dia 4. O hemograma evidenciou leucocitose com neutrofilia; os demais parâmetros estavam dentro dos limites de normalidade. A coleta para confirmação de arbovirose foi encaminhada à FUNED. A paciente apresentou melhora clínica progressiva a partir do dia 6 de sintomas. No dia 8, o resultado do PCR para leptospirose foi positivo, confirmando o diagnóstico. Este caso reforça a importância do diagnóstico diferencial em pacientes com síndrome febril aguda inespecífica, especialmente em contextos de exposição a fatores de risco epidemiológico. A forma leve da leptospirose pode mimetizar outras doenças infecciosas, dificultando o diagnóstico inicial. Ressalta-se a necessidade de anamnese detalhada, coleta precoce de exames laboratoriais e início imediato de tratamento empírico, diante de suspeita clínica e epidemiológica compatível, com o objetivo de evitar progressão para formas graves, potencialmente letais.
| Palavras-chave | Leptospira, zoonose, roedores. |
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| Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? | Pôster |
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| O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? | 3. Saúde e Bem-Estar |