19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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DETERMINANTES SOCIAIS E ATRASO DIAGNÓSTICO NA HANSENÍASE: IMPACTOS NA MORBIDADE E INCAPACIDADES FÍSICAS

23 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Leticia Santos Villar

Descrição

A hanseníase é uma das principais causas de incapacidade evitável no mundo, visto que as deformidades causadas por essa condição são, em grande parte, evitáveis com detecção precoce. Assim, o atraso diagnóstico, além de comprometer o controle da doença, impacta na morbidade. Desse modo, o presente trabalho visa discutir a influência dos determinantes sociais no atraso diagnóstico da hanseníase e seus impactos na morbidade, principalmente com relação às incapacidades físicas. Para isso, foi conduzida uma revisão narrativa da literatura, com buscas nas bases de dados PubMed e no portal de periódicos CAPES, utilizando os descritores “leprosy”, “diagnostic delay”, “social determinants”, “disability” e “Brazil”. Foi usado um filtro temporal de 2015 e 2026, incluindo artigos em inglês, português e espanhol, sendo selecionados àqueles que abordassem fatores associados ao atraso no diagnóstico da hanseníase e suas consequências. A literatura aponta que o atraso no diagnóstico da Hanseníase resulta de uma interação entre determinantes sociais e limitações dos serviços de saúde. Entre os fatores individuais, há o baixo nível de conhecimento sobre a doença, que dificulta o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas e contribui para a demora na busca por atendimento, e o estigma associado à hanseníase, que atua como uma barreira na procura por cuidado e propicia a progressão da doença. Nos determinantes sociais, aspectos como baixa escolaridade e pobreza também estão relacionados ao diagnóstico tardio. Além disso, dificuldades na suspeição clínica e falhas na organização da atenção primária contribuem para o prolongamento do tempo até o diagnóstico, mesmo após o primeiro contato com o sistema de saúde. Ainda, contextos de crise sanitária, como a pandemia de COVID-19, podem agravar o atraso no diagnóstico, visto que cursam com interrupções nos serviços de saúde e na vigilância epidemiológica. Durante a COVID-19, foi observada uma redução na detecção de novos casos de hanseníase no Brasil, refletindo não uma diminuição da incidência, mas o acúmulo de casos não diagnosticados, aumentando o risco de progressão e desenvolvimento de incapacidades físicas. Sendo assim, o atraso no diagnóstico está diretamente relacionado a determinantes sociais e problemas nos serviços de saúde, contribuindo para a ocorrência de incapacidades físicas evitáveis. Diante desse contexto, a educação em saúde é fundamental para identificação precoce dos casos.

Palavras-chave Hanseníase; Diagnóstico tardio; Determinantes sociais; Morbidade; Incapacidade.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Leticia Santos Villar

Co-autores

Analice Caldeira Caroline Laurindo Santos (USCS UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL) Tales Rafael Marotti Oliveira Júnior (Estudante) Marcos Vilela de Souza

Materiais de apresentação

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