Palestrante
Descrição
A hanseníase é uma das principais causas de incapacidade evitável no mundo, visto que as deformidades causadas por essa condição são, em grande parte, evitáveis com detecção precoce. Assim, o atraso diagnóstico, além de comprometer o controle da doença, impacta na morbidade. Desse modo, o presente trabalho visa discutir a influência dos determinantes sociais no atraso diagnóstico da hanseníase e seus impactos na morbidade, principalmente com relação às incapacidades físicas. Para isso, foi conduzida uma revisão narrativa da literatura, com buscas nas bases de dados PubMed e no portal de periódicos CAPES, utilizando os descritores “leprosy”, “diagnostic delay”, “social determinants”, “disability” e “Brazil”. Foi usado um filtro temporal de 2015 e 2026, incluindo artigos em inglês, português e espanhol, sendo selecionados àqueles que abordassem fatores associados ao atraso no diagnóstico da hanseníase e suas consequências. A literatura aponta que o atraso no diagnóstico da Hanseníase resulta de uma interação entre determinantes sociais e limitações dos serviços de saúde. Entre os fatores individuais, há o baixo nível de conhecimento sobre a doença, que dificulta o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas e contribui para a demora na busca por atendimento, e o estigma associado à hanseníase, que atua como uma barreira na procura por cuidado e propicia a progressão da doença. Nos determinantes sociais, aspectos como baixa escolaridade e pobreza também estão relacionados ao diagnóstico tardio. Além disso, dificuldades na suspeição clínica e falhas na organização da atenção primária contribuem para o prolongamento do tempo até o diagnóstico, mesmo após o primeiro contato com o sistema de saúde. Ainda, contextos de crise sanitária, como a pandemia de COVID-19, podem agravar o atraso no diagnóstico, visto que cursam com interrupções nos serviços de saúde e na vigilância epidemiológica. Durante a COVID-19, foi observada uma redução na detecção de novos casos de hanseníase no Brasil, refletindo não uma diminuição da incidência, mas o acúmulo de casos não diagnosticados, aumentando o risco de progressão e desenvolvimento de incapacidades físicas. Sendo assim, o atraso no diagnóstico está diretamente relacionado a determinantes sociais e problemas nos serviços de saúde, contribuindo para a ocorrência de incapacidades físicas evitáveis. Diante desse contexto, a educação em saúde é fundamental para identificação precoce dos casos.
| Palavras-chave | Hanseníase; Diagnóstico tardio; Determinantes sociais; Morbidade; Incapacidade. |
|---|---|
| Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? | Pôster |
| Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? | Sim |
| O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? | 3. Saúde e Bem-Estar |