19 – 23 de mai. de 2026
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INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA ESPOROTRICOSE NO MUNICÍPIO DE LAVRAS, MINAS GERAIS NO PERÍODO DE 2018-2024

23 de mai. de 2026 08:00
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Saúde Única Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Maria Alice Ferreira Guimarães / Gerente Saúde Única (UFLA)

Descrição

A esporotricose é uma doença negligenciada, caracterizada como micose subcutânea zoonótica causada por fungos do complexo Sporothrix schenckii. A doença tem se destacado como um problema de saúde pública preeminente no Brasil, onde a espécie endêmica é S. brasiliensis. Os gatos são os principais acometidos e transmissores devido a seus hábitos. No município de Lavras, Minas Gerais, a esporotricose tem gerado preocupação entre os agentes epidemiológicos, especialmente devido ao aumento de casos humanos e felinos registrados no ano de 2023. O estudo objetivou realizar uma análise epidemiológica e espacial da esporotricose em Lavras, caracterizando o perfil dos casos humanos e felinos. Trata-se de um estudo ecológico descritivo e retrospectivo, que explorou dados documentados entre 2018 e 2024 fornecidos pela Vigilância em Saúde Ambiental do município. Foram notificados 62 casos humanos e 293 casos felinos. Na maioria dos registros de humanos, 40 (64,5%), relataram contato com felinos infectados, enquanto 19 (30,6%) não continham informação. Em 2023, ano em que houve maior número de casos, do total de 35, 9 (25,7%) ocorreram em mulheres, 5 (14,3%) em homens e 21 (60,0%) não apresentavam informações sobre o sexo. Contudo, esses dados não foram suficientes para associar a ocorrência de esporotricose ao sexo. Além disso, entre as 9 mulheres, 7 relataram estarem grávidas ou com suspeita. Entre os casos felinos, 158 (53,9%) eram machos, 54 (18,4%) fêmeas e 81 (27,6%) não continham essa informação, evidenciando maior prevalência em machos. Sobre a situação de domicílio, os dados indicaram que a maioria, 92 (31,29%) eram semidomiciliados, 86 (29,25%) eram errantes e 115 (39,12%) não continham informações. A análise espacial de registros entre 2019 e 2023, período em que houve casos humanos e felinos concomitantemente, evidenciou ampla distribuição da esporotricose com concentração em determinadas regiões. A sobreposição espacial de casos evidenciou que os casos felinos precederam os casos humanos em todos os bairros. Os achados indicam que a esporotricose está consolidada no ambiente urbano e domiciliar em Lavras, destacando o papel central dos felinos na transmissão. A ocorrência em gestantes reforça a integração entre vigilância epidemiológica e os serviços de atenção à saúde materno-fetal. Ademais, o manejo ético de felinos errantes torna-se essencial para o controle e mitigação da doença.

Palavras-chave zoonose; epidemiologia, S. brasiliensis; gato; humano
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Apresentação Oral
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Maria Alice Ferreira Guimarães / Gerente Saúde Única (UFLA)

Co-autores

Douglas Leite (UFLA) Dr. Hildebrando Montenegro NETTO (Laboratório de Diagnóstico de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores. Divisão de Vigilância de Zoonose (DVZ). São Paulo, São Paulo, Brasil.) Ingrid Marciano Alvarenga (UFLA) Dr. José Cherem (Núcleo de Pesquisas Biomédicas, Departamento de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras.) Joziana Muniz de Paiva Barçante (UFLA) Melissa Siqueira Martins (Graduação Universidade Federal de Lavras)

Materiais de apresentação

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