Palestrante
Descrição
A dengue é uma arbovirose causada por vírus do gênero Flavivirus, transmitida principalmente pelos vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus, sendo a arbovirose urbana de maior incidência nas Américas. Sua ampla distribuição em regiões tropicais e subtropicais está associada a fatores climáticos, ambientais e sanitários, como deficiências no saneamento básico, urbanização desordenada e manejo inadequado de resíduos, que favorecem a proliferação dos vetores e a reemergência da doença. O presente trabalho possui o objetivo de descrever o perfil epidemiológico da dengue no Brasil e analisar seus impactos nos serviços de saúde e nas ações de vigilância. Trata-se de um estudo descritivo, baseado na análise de dados epidemiológicos sobre dengue no Brasil, com enfoque na caracterização da distribuição dos casos e impactos na saúde pública. A dengue apresenta, na maioria dos casos, curso clínico autolimitante. Contudo, uma parcela dos pacientes pode evoluir para formas graves, caracterizadas por alterações hemostáticas e orgânicas, podendo cursar com manifestações hemorrágicas e neurológicas, como encefalite, meningite, mielite e síndrome de Guillain-Barré. Diante da variabilidade clínica, destaca-se a necessidade de diagnóstico diferencial com outras causas de síndrome febril aguda, incluindo arboviroses e infecções, bacterianas e virais, sistêmicas. No atual cenário epidemiológico, nota-se elevada incidência e ampla distribuição geográfica da doença, com acometimento significativo de populações residentes em áreas urbanas periféricas, caracterizadas por maior vulnerabilidade socioeconômica. Nesses locais, fatores como alta densidade populacional, irregularidade no abastecimento de água, armazenamento domiciliar inadequado e deficiência no saneamento básico favorecem a proliferação dos vetores e a manutenção da transmissão viral. Além disso, limitações no acesso aos serviços de saúde podem contribuir para atraso no diagnóstico e manejo dos casos clínicos, potencializando a ocorrência de formas graves e a sobrecarga dos serviços assistenciais. Conclui-se que a dengue permanece como relevante desafio à saúde pública, exigindo o fortalecimento da vigilância epidemiológica ativa e passiva, bem como a qualificação da atenção primária à saúde para detecção precoce e manejo oportuno dos casos, com vistas à redução da morbimortalidade e controle de vetores.
| Palavras-chave | Arboviroses; Aedes; Epidemiologia; Saúde única. |
|---|---|
| Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? | Pôster |
| Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? | Não |
| O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? | 3. Saúde e Bem-Estar |