19 – 23 de mai. de 2026
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO DA HANSENÍASE EM MINAS GERAIS (2016-2025): EVIDÊNCIAS DE DIAGNÓSTICO TARDIO E DESAFIOS NA BUSCA ATIVA

23 de mai. de 2026 16:15
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Lucas do Amaral Cherem (UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO)

Descrição

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae que atinge pele e nervos, podendo causar incapacidades físicas se não tratada precocemente. Transmitida pelo contato prolongado por vias respiratórias, a doença ainda é um desafio de saúde pública em países em desenvolvimento. No Brasil, sua distribuição é heterogênea, com o estado de Minas Gerais apresentando grande relevância epidemiológica. Trata-se de um estudo epidemiológico retrospectivo, descritivo e transversal, realizado a partir de dados do SINAN/SUS, por meio do DATASUS/TABNET. Foram incluídos casos novos de hanseníase em residentes do estado de MG no período de 2016–2025, sendo excluídos registros com informações incompletas ou inconsistentes. Procedeu-se à análise do perfil clínico-epidemiológico e demográfico, considerando variáveis como sexo, faixa etária, raça, forma clínica e o método de diagnóstico. Avaliaram-se 13.326 notificações de hanseníase em MG (2016-2025) no banco de dados Sinan/DATASUS. A enfermidade acomete quase exclusivamente adultos (≥15 anos: 12.846 casos) e homens (7.459 contra 5.866 mulheres). Atrelada à vulnerabilidade social, atinge sobretudo pessoas com ensino fundamental incompleto e autodeclaradas pardas (7.023), seguidas por brancos (3.716) e pretos (2.046). O perfil clínico atesta diagnóstico tardio, mantendo a cadeia de transmissão ativa. A maioria é Multibacilar (10.703) contra apenas 2.616 Paucibacilares. As formas prevalentes são Dimorfa (6.487) e Virchowiana (2.999). O retardo também é visível no dano à pele: 5.637 tinham >5 lesões e 3.476 tinham entre 2 e 5 lesões. A detecção ilustra falhas na atenção primária, ocorrendo passivamente por encaminhamentos (5.279) e demanda espontânea (2.991). A busca ativa é irrisória nos exames de contatos (1.643) e coletividade (218), havendo muitos dados ignorados. Por ser um grave problema de saúde, urge capacitar profissionais para o diagnóstico precoce e realizar a vigilância ativa. Conclui-se que a hanseníase em MG se mantém como um grave problema de saúde pública, com detecção majoritariamente em estágios avançados. Para o efetivo controle dessa doença, faz-se urgente o fortalecimento de políticas públicas voltadas à capacitação profissional para o diagnóstico precoce e à intensificação sistemática da busca ativa e vigilância de contatos intramiciliares e sociais.

Palavras-chave Hanseníase; Minas Gerais; Epidemiologia.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Jose Cherem (Luiz Cherem) Larissa Barbosa Gouveia Fernandes Lucas do Amaral Cherem (UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO) Maria Helena Beltrão Angelin (Universidade de Pernambuco) Paulo Henrique da Silveira Oliveira

Materiais de apresentação

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