19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

RAIVA HUMANA NO BRASIL: AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO CICLO AÉREO E SEUS FATORES DETERMINANTES

22 de mai. de 2026 10:20
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Saúde Única Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Bruno Correa Montes (Centro Universitário de Lavras)

Descrição

A raiva é uma zoonose viral aguda, de alta letalidade e relevância em saúde pública. É causada por vírus do gênero Lyssavirus (família Rhabdoviridae), sendo transmitida principalmente pela inoculação de saliva contaminada por mordeduras, arranhaduras ou partículas virais aerossolizadas. No Brasil, observa-se mudança no perfil epidemiológico, com predomínio dos quirópteros como principais reservatórios, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. O controle constitui um desafio sanitário, exigindo integração entre vigilância epidemiológica, profilaxia e conservação ambiental. Este estudo tem como objetivo analisar os casos de raiva humana no Brasil associados à transmissão por morcegos hematófagos, com foco nos fatores ambientais, socioeconômicos e ecológicos envolvidos. Trata-se de um estudo descritivo, fundamentado na análise de dados secundários provenientes de fontes oficiais, como SINAN, Ministério da Saúde, OMS e Fiocruz, abrangendo o período de 2010 a 2024. A análise concentrou-se na incidência da doença, bem como na identificação de fatores epidemiológicos e medidas de vigilância e controle. Os resultados apontam um cenário preocupante quanto aos casos de raiva humana transmitida por morcegos no Brasil, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, onde a vulnerabilidade social e as condições ambientais favorecem o contato entre humanos e esses animais. Nota-se a necessidade de intensificar as estratégias de vigilância e controle, priorizando áreas com maior concentração de casos e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. A raiva permanece como um grave problema de saúde pública no país, impulsionado por mudanças no perfil epidemiológico, nas quais os morcegos hematófagos, tornaram-se os principais reservatórios. Esse processo está relacionado a fatores antrópicos, como desmatamento, urbanização e expansão agrícola, que modificam o habitat natural e aproximam esses animais das populações humanas. A situação é agravada em áreas rurais e isoladas, devido o subdiagnóstico e a limitação no acesso à profilaxia pós-exposição. Conclui-se que, apesar dos avanços, a raiva ainda representa um relevante desafio no Brasil. Torna-se fundamental fortalecer ações integradas, ampliar o acesso aos serviços de saúde e promover educação em saúde, além de conscientizar a população sobre a prevenção e a importância dos morcegos no ciclo aéreo da doença.

Palavras-chave Doenças negligenciadas; Lyssavirus; Saúde única; Zoonoses.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Bruno Correa Montes (Centro Universitário de Lavras)

Co-autores

Gabriel Henrique Rodrigues Pereira Isadora Musolino da Cunha

Materiais de apresentação

Ainda não há materiais