19 – 23 de mai. de 2026
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TUBERCULOSE NO BRASIL: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DESIGUALDADES NA DISTRIBUIÇÃO DOS CASOS (2015-2024)

22 de mai. de 2026 13:00
30m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Descrição

A tuberculose é uma doença infecciosa de elevada relevância em saúde pública, associada a condições de vulnerabilidade social. Apesar dos avanços no controle, o Brasil mantém elevada carga da doença, evidenciando desigualdades na distribuição dos casos e desafios no diagnóstico e tratamento. Objetivou-se analisar o perfil epidemiológico dos casos confirmados de tuberculose no Brasil, no período de 2015 a 2024, segundo características sociodemográficas e regionais. Trata-se de estudo ecológico, descritivo, com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Foram analisados casos confirmados de tuberculose no Brasil, segundo local de residência, no período de 2015 a 2024. As variáveis incluíram sexo, faixa etária, raça/cor e região de residência. Os dados foram analisados por estatística descritiva, com apresentação em frequências absolutas e relativas. No total, foram registrados 954.595 casos no período analisado. Observou-se tendência geral de crescimento, passando de 85.462 casos em 2015 para 112.988 em 2024. Entre 2015 e 2019, houve aumento progressivo, seguido de redução em 2020 (85.962 casos) e posterior retomada do crescimento, com pico em 2024, sugerindo impacto da pandemia de COVID-19 na detecção dos casos. A distribuição regional mostrou-se desigual, com maior concentração no Sudeste (44,9%), seguido do Nordeste (26,0%). As regiões Sul (12,2%) e Norte (12,0%) apresentaram proporções semelhantes, enquanto o Centro-Oeste registrou menor participação (4,9%), indicando maior ocorrência em
áreas mais populosas e urbanizadas. Observou-se predomínio no sexo masculino (70,1%), possivelmente relacionado à maior exposição a fatores de risco e ao diagnóstico tardio. Quanto à raça/cor, houve predominância da população parda (49,8%), seguida por brancos (28,0%) e pretos (13,3%), com 7,0% de registros ignorados, evidenciando a influência das desigualdades sociais. Em relação à faixa etária, a maior frequência concentrou-se em adultos jovens de 20 a 39 anos (45,7%), seguidos por indivíduos de 40 a 59 anos (31,5%), com menor participação de idosos (14,9%) e menores de 15 anos (2,8%). A tuberculose permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, com distribuição desigual e forte associação a vulnerabilidades sociais, reforçando a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância, diagnóstico precoce e controle no Sistema Único de Saúde.

Palavras-chave Epidemiologia; Doenças Transmissíveis; Disparidades nos Níveis de Saúde.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Co-autores

Grazielle Rosa da Costa e SILVA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) João Victor de Almeida NEVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Kêmille Katrine SOUZA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Lara Fábya Cruvinel Martins (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Luarla Lamile de Oliveira GOULART (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Geografia, Universidade Federal de Jataí.) Luis Eduardo de MOURA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Millena Silva Barbosa dos SANTOS (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de JataíM) Pedro Lucas Silveira DUARTE (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Renata Pereira MALTA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Materiais de apresentação

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