19 – 23 de mai. de 2026
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SUBNOTIFICAÇÃO DE DENGUE NO BRASIL: ESTIMATIVA INDIRETA A PARTIR DA RELAÇÃO ENTRE NOTIFICAÇÕES (SINAN) E INTERNAÇÕES (SIH/SUS) (2020–2025)

22 de mai. de 2026 13:00
30m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Descrição

A dengue é um agravo de elevada relevância em saúde pública no Brasil, com ampla distribuição e padrão epidêmico recorrente. A subnotificação, especialmente de casos leves, compromete a estimativa da magnitude da doença e a efetividade da vigilância no Sistema Único de Saúde. Nesse contexto, a integração de sistemas de informação pode contribuir para identificar inconsistências e aprimorar o monitoramento epidemiológico. Este estudo teve como objetivo estimar indiretamente a subnotificação de dengue no Brasil por meio da relação entre notificações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e internações do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), no período de 2020 a 2025.Trata-se de estudo ecológico, descritivo e analítico, com abordagem temporal, utilizando dados secundários disponíveis no DATASUS. Foram analisadas notificações de dengue do SINAN e internações hospitalares por dengue (CID-10 A90 e A91) do SIH/SUS, segundo local de residência. Calculou-se, para cada ano, a razão entre internações e notificações como indicador indireto de subnotificação. Entre 2020 e 2025, observou-se variação expressiva nas notificações e internações. Houve redução das notificações em 2021 (540.025) em relação a 2020 (944.502), seguida de aumento até 2024 (6.569.315), com redução em 2025 (1.638.278). As internações
apresentaram comportamento semelhante, com menores valores em 2021 (16.682) e pico em 2024 (167.098), seguido de redução em 2025 (72.008). A razão entre internações e notificações aumentou de 27,7 em 2020 para 39,3 em 2024, indicando crescimento proporcional das internações e sugerindo possível subnotificação de casos leves. Em 2025, observou-se redução da razão para 22,8. A variação temporal desse indicador sugere subnotificação diferencial de dengue no Brasil, especialmente em períodos de maior carga da doença. O aumento da razão pode refletir limitações na captação de casos leves pela vigilância, enquanto sua redução pode indicar melhora na notificação ou mudanças no perfil epidemiológico. O indicador mostrou-se útil para monitorar a qualidade da informação em saúde, reforçando a necessidade de fortalecimento da vigilância epidemiológica e da integração entre sistemas de informação no SUS.

Palavras-chave Sub-registro; Sistemas de Informação em Saúde; Indicadores Básicos de Saúde.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Co-autores

Emilly de Jesus GONÇALVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) João Victor de Almeida NEVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Luis Eduardo de MOURA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Millena Silva Barbosa dos SANTOS (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Nícolas Ventura da Silva (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Pedro Lucas Silveira DUARTE (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Polyana da Silva GOMES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Federal de Jataí.) Renato Arthur Franco Rodrigues (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Érica Helena ALVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Materiais de apresentação

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