19 – 23 de mai. de 2026
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SAZONALIDADE PLUVIOMÉTRICA E NOTIFICAÇÕES DE DENGUE: ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE PLUVIOSIDADE MENSAL E CASOS EM JATAÍ (GO), NO ANO DE 2025.

22 de mai. de 2026 13:00
30m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Descrição

A dengue é um relevante problema de saúde pública no Brasil, cuja transmissão é influenciada por fatores climáticos, especialmente a precipitação. A análise temporal da doença e sua relação com variáveis ambientais é fundamental para o planejamento de ações de vigilância. Este estudo teve como objetivo analisar o padrão temporal da dengue e sua relação com a pluviometria em Jataí (GO), em comparação com o estado de Goiás, no ano de 2025. Trata-se de estudo ecológico, descritivo e analítico, com abordagem temporal, baseado em dados secundários de notificações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no DATASUS, considerando mês de início dos sintomas e local de residência. Calculou-se a incidência anual por 100.000 habitantes com base em estimativas do IBGE. Os dados de precipitação de Jataí foram obtidos no INMET e os estaduais no Informativo do Tempo de Goiás. Foram registradas 1.590 notificações em Jataí e 105.732 em Goiás. Observou-se padrão sazonal semelhante, com maior concentração no primeiro semestre. Em Goiás, o pico ocorreu em maio (15,8%), seguido de março (14,4%), abril (14,3%) e fevereiro (14,2%), totalizando 58,7% entre fevereiro e maio. Em Jataí, o pico também ocorreu em maio (16,8%), seguido de abril (12,1%) e junho (11,9%), concentrando 51,7% entre março e junho. Houve
crescimento progressivo no início do ano, com declínio mais homogêneo em Goiás e maior variabilidade em Jataí. O pico de casos em Jataí não coincidiu com o mês mais chuvoso, fevereiro (198,0 mm), ocorrendo após meses de maior precipitação, como janeiro (172,2 mm), fevereiro (198,0 mm) e março (105,8 mm). Maiores percentuais ocorreram em meses ainda chuvosos, como abril (92,4 mm), maio (38,8 mm) e junho (17,4 mm), indicando intervalo temporal entre precipitação e ocorrência da doença. A incidência foi elevada e similar entre as localidades, com 1.424,3 casos por 100.000 habitantes em Jataí e 1.453,6 em Goiás. Os achados demonstram associação temporal entre pluviometria e aumento dos casos, com intervalo temporal, reforçando a necessidade de intensificação precoce das ações de controle.

Palavras-chave Sub-registro; Sistemas de Informação em Saúde; Indicadores Básicos de Saúde.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Co-autores

Kêmille Katrine SOUZA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Luarla Lamile de Oliveira GOULART (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Geografia, Universidade Federal de Jataí.) Luis Eduardo de MOURA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Millena Silva Barbosa dos SANTOS Nícolas Ventura da Silva MENDES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Pedro Lucas Silveira DUARTE (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Polyana da Silva GOMES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Federal de Jataí.) Renato Arthur Franco Rodrigues (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Érica Helena ALVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Materiais de apresentação

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