19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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MIELOENCEFALITE PROTOZOÁRIA EQUINA COM CARACTERÍSTICAS DE SÍNDROME VESTIBULAR: RELATO DE CASO

23 de mai. de 2026 08:00
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Temas Transversais Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Bruna Gischewski Vilela (Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias - Universidade Federal de Lavras)

Descrição

A encefalomielite protozoária equina (EPM) é uma enfermidade neurológica causada principalmente por Sarcocystis neurona e, menos frequentemente, por Neospora hughesi. A infecção ocorre pela ingestão de esporocistos eliminados nas fezes de gambás, hospedeiros definitivos do parasito. Após a infecção, os protozoários podem alcançar o sistema nervoso central (SNC), onde provocam lesões inflamatórias que se manifestam por sinais neurológicos variados. As dificuldades diagnósticas, aliadas à escassez de dados epidemiológicos e à subnotificação de casos, evidenciam o caráter negligenciado da doença. Relata-se o atendimento de um equino, macho, Mangalarga Marchador, 16 anos de idade, apresentando como queixa principal desvio lateral de cabeça e pescoço, associado a desequilíbrio dos membros pélvicos. Ao exame neurológico observaram-se head tilt à direita, estrabismo ventrolateral e nistagmo, além de redução da resposta à ameaça e do reflexo palpebral. Também foram observadas dificuldade na apreensão de alimentos, com queda de alimento pela cavidade oral, redução da sensibilidade facial e assimetria labial. Verificou-se ainda diminuição dos reflexos cérvico-facial e músculo-cutâneo no lado direito, além de redução da mobilidade lateral do pescoço. O animal apresentava ataxia e propriocepção reduzida nos quatro membros. O conjunto de sinais neurológicos foi compatível com comprometimento do nervo vestibulococlear (VIII par craniano) e síndrome vestibular. Foi instituída terapia anti-inflamatória e de suporte, com administração de dimetilsulfóxido, dexametasona e antioxidantes, além de diclazuril, diante da suspeita clínica de EPM. O animal recebeu alta hospitalar após 14 dias de internação; entretanto, após o retorno à propriedade, houve agravamento do quadro neurológico, com episódios convulsivos, dificuldade de permanecer em estação e evolução para óbito. À necropsia observaram-se lesões de encefalomielite não supurativa multifocal no SNC, caracterizadas por gliose, congestão e edema perivascular, além de edema e hemorragias perineurais no nervo facial esquerdo. Os achados clínicos e anatomopatológicos foram sugestivos de infecção por Sarcocystis neurona, com manifestações compatíveis com síndrome vestibular.

Palavras-chave bambeira; equino; neurológico; Sarcocystis neurona.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Bruna Gischewski Vilela (Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias - Universidade Federal de Lavras)

Co-autores

Adrieli Alves Vieira (Mestranda em Ciências Veterinárias - Universidade Federal de Lavras) Daira Darlen Malta Neri de Melo (Universidade Federal de Lavras) Sr. João Paulo Correia (Mestrando do Departamento de Agricultura, Faculdade de Agronomia/Fitopatologia, Universidade Federal de Lavras) Renata Aparecida Correia Ticiana Meireles SOUSA (Departamento de Medicina Veterinária (DMV), Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras (FZMV - UFLA))

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