19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

FORMULAÇÃO OTIMIZADA CONTENDO PAPAÍNA TEM AÇÃO SOBRE Aedes aegypti

23 de mai. de 2026 12:40
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Artrópodes Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Jhennifer Cristina Alves

Descrição

Aedes aegypti é vetor de arboviroses como dengue, zika, chikungunya e febre amarela, representando um grave problema de saúde pública. Contudo, o controle convencional, baseado no uso de inseticidas sintéticos, apresenta ineficiência. Nesse contexto, alternativas sustentáveis como o uso de produtos biológicos e bioquímicos ganham destaque. O presente trabalho buscou elaborar e otimizar através do uso do Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR) e da Metodologia de Superfície de Resposta (MSR), uma formulação contendo papaína, cisteína e maltodextrina, e também testar sua eficiência sobre larvas de terceiro estádio de A. aegypti. O DCCR foi utilizado a fim de se determinar as proporções ótimas das variáveis estudadas (cisteína e maltodextrina) para a formulação. Dessa forma, cinco níveis experimentais foram definidos através do software utilizado para cada uma das variáveis, sendo, para cisteína: 0%, 0,1%, 0,5%, 1% e 1,18% (m/m), e para a maltodextrina: 21%,30%, 50%, 70% e 78,3% (m/m). Um ensaio contendo 25 larvas de estádio L3 de A. aegypti e 25 mL da formulação já otimizada a 0,8%, 1,5% e 4% (m/v) foi preparado. Além dos grupos de tratamento, dois grupos controles também foram preparados, um contendo apenas água declorada e outro contendo uma solução apenas de maltodextrina e cisteína. Os grupos foram mantidos em BOD a 27 ± 1 °C, as larvas foram alimentadas diariamente e sua mortalidade foi avaliada em 24, 48 e 72 h. A mortalidade das larvas foi avaliada estatisticamente por ANOVA com níveis de significância de 1 e 5%, e a diferença entre as médias foi avaliada pelo teste de Tukey com nível de probabilidade de 1%. Apenas a cisteína apresentou significância para a resposta avaliada (atividade proteolítica). As proporções ideais de cisteína e maltodextrina utilizadas para otimização foram de 1,18% (m/m) e 50% (m/m), respectivamente. As formulações contendo a papaína a 0,8%, 1,5% e 4% (m/v) apresentaram, respectivamente, porcentagens de redução das larvas L3 de A. aegypti de 34, 40 e 90% (após 24h); 91, 96 e 100% (após 48h) e 100% para todas as concentrações após 72h de incubação. Todos os tratamentos diferiram (p< 0,01) do controle contendo apenas água. O modelo gerado por meio do Delineamento Composto Central apresentou elevada significância, com valor de R² igual a 0,98. Tais resultados demonstram que a papaína formulada pode ser uma alternativa promissora contra as larvas de A. aegypti.

Palavras-chave cisteíno protease, cisteína, maltodextrina, vetor, dengue
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Jhennifer Cristina Alves

Co-autores

Srta. Ludimila Fernandes (Universidade Federal de Lavras) Sra. Nivia Sales (Universidade Federal de Lavras) Sra. Roberta Mascarenhas (Universidade Federal de Lavras) Sra. Débora Souza (Universidade Federal de Lavras) Srta. Ingrid ALvarenga (Universidade Federal de Lavras) Sr. Pedro Henryque Castro (Universidade Federal de Lavras) Sra. Grasielle Pessoa (Universidade Federal de Lavras) Prof. Joziana Barçante (Universidade Federal de Lavras) Prof. Filippe Soares (Universidade Federal de Lavras)

Materiais de apresentação

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