19 – 23 de mai. de 2026
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A INFLUÊNCIA DA DIETA E DO TRATAMENTO COM PRAZIQUANTEL NA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA EM CAMUNDONGOS MACHOS BALB/c

22 de mai. de 2026 16:20
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Helmintos Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Ana Carolina Silva Corrêa (Universidade Federal de Alfenas)

Descrição

A esquistossomose mansônica, causada por Schistosoma mansoni, é uma doença parasitária cuja evolução pode ser influenciada pelo estado nutricional do hospedeiro. Este estudo avaliou o impacto de diferentes protocolos alimentares na resposta hepática à infecção e ao tratamento com praziquantel (PZQ) em camundongos BALB/c. Trinta animais com idade entre 7 e 8 semanas foram infectados com 50±10 cercárias e distribuídos em três grupos: dieta ad libitum (AdL), jejum em dias alternados (ADF) e dieta rica em sacarose (HSD). Após 48 dias de infecção, os animais foram tratados com PZQ (300 mg/kg) por gavagem e eutanasiados ao final de 110 dias. Foram realizadas análises histopatológicas hepáticas, incluindo: contagem de ovos (carga parasitária), mensuração do diâmetro e da área percentual dos granulomas, quantificação da deposição de colágeno, avaliação do glicogênio hepático (PAS⁺), contagem de hepatócitos binucleados, análise do percentual de macrófagos e classificação dos granulomas quanto ao estágio evolutivo. A contagem de ovos não apresentou diferenças significativas entre os grupos, indicando ausência de efeito das dietas sobre a carga parasitária. Em contrapartida, observaram-se alterações relevantes nos parâmetros histológicos. O grupo HSD apresentou menor diâmetro de granulomas (p<0,001), indicando redução da resposta inflamatória. A deposição de colágeno foi significativamente reduzida no grupo ADF (p<0,001) e, em menor grau, no grupo HSD (p<0,05), indicando modulação da fibrogênese hepática. Não houve diferença na área percentual dos granulomas nem na contagem de hepatócitos binucleados. O grupo ADF e HSD mostraram redução de glicogênio hepático, sugerindo impacto metabólico associado às dietas. Além disso, o grupo HSD apresentou menor percentual de macrófagos e maior predominância de granulomas exsudativo-produtivos, compatíveis com estágios mais avançados de resolução inflamatória. Os resultados demonstram que o estado nutricional modula significativamente a resposta inflamatória, a fibrogênese e o metabolismo hepático na esquistossomose mansônica, sem alterar a carga parasitária. Diferentes padrões alimentares induzem perfis distintos de reparo tecidual, podendo influenciar a evolução da doença e a resposta ao tratamento com PZQ. Esses achados reforçam a relevância de fatores nutricionais como moduladores da patogênese e potenciais alvos adjuvantes no manejo da esquistossomose.

Palavras-chave Esquistossomose; Schistosoma mansoni; Praziquantel;. Dieta; Tratamento.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autores

Ana Carolina Silva Corrêa (Universidade Federal de Alfenas) Lara Maria Pavarini (Universidade Federal de Alfenas) Maiara Sassi Figueira (Unifal- MG)

Co-autores

Débora Mayuri Tokunaga (Universidade Federal de Alfenas) Marcos José Marques (Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. CEP 37130-001 Alfenas - MG) Maria Luiza Silva De Jesus Willian Martins (Universidade Federal de Alfenas) Dr. Luís Felipe Cunha dos Reis (Universidade Federal de Alfenas)

Materiais de apresentação

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