19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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PERFIL DOS MÉTODOS DIAGNÓSTICOS DA DENGUE NO BRASIL: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA (2015-2025)

23 de mai. de 2026 16:15
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Adrieli Alves Vieira (Mestranda em Ciências Veterinárias - Universidade Federal de Lavras)

Descrição

A dengue é uma infecção viral causada por um flavivírus da família Flaviviridae, transmitida principalmente pela fêmea do mosquito Aedes aegypti (Guzman et al., 2010). Segundo o Ministério da Saúde (2026), trata-se de uma doença febril aguda e sistêmica, com ampla distribuição em áreas tropicais e subtropicais. Na maioria dos casos, os indivíduos evoluem para recuperação completa; entretanto, há risco de progressão para formas graves, que podem levar ao óbito, especialmente quando não há reconhecimento precoce dos sinais de alarme, o que reforça a importância do diagnóstico oportuno e da adequada condução clínica (Gubler & Meltzer, 1999). Diante desse cenário, o presente estudo analisa o panorama epidemiológico da dengue no Brasil no período de 2015 a 2025, considerando a distribuição dos casos prováveis e o uso de diferentes métodos diagnósticos. O objetivo foi descrever o perfil da confirmação laboratorial e identificar padrões regionais e estruturais do sistema de vigilância. Trata-se de uma análise baseada em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), abrangendo um total de 18.022.345 casos. Foram avaliados os exames RT-PCR, isolamento viral, sorologia (ELISA e IgM), histopatologia e imuno-histoquímica, considerando suas frequências absolutas e relativas por região e unidade federativa. Os resultados demonstraram forte concentração de casos na região Sudeste, com destaque para os estados de São Paulo e Minas Gerais, além de elevada proporção de registros sem confirmação laboratorial, variando entre 70% e 99%. Esse achado evidencia a predominância do diagnóstico clínico-epidemiológico no país. Entre os métodos diagnósticos, a sorologia (ELISA e IgM) apresentou maior utilização, enquanto exames como RT-PCR, isolamento viral, histopatologia e imuno-histoquímica mostraram uso reduzido e restrito a situações específicas. Conclui-se que, apesar da ampla capacidade de notificação e vigilância da dengue no Brasil, persistem limitações relevantes na confirmação laboratorial, bem como desigualdades regionais no acesso aos métodos diagnósticos, o que pode comprometer a precisão das análises epidemiológicas e o monitoramento adequado da doença.

Palavras-chave Dengue; epidemiologia; diagnóstico laboratorial.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Adrieli Alves Vieira (Mestranda em Ciências Veterinárias - Universidade Federal de Lavras)

Co-autores

Bruna Gischewski Vilela (Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias - Universidade Federal de Lavras) Renata Aparecida Correia João Paulo Correia (Mestrando do Departamento de Agricultura, Faculdade de Agronomia/Fitopatologia, Universidade Federal de Lavras) Usha Vashist (Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais – Campus Muzambinho)

Materiais de apresentação

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