19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
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DETERMINANTES SOCIOECONÔMICOS DA INCIDÊNCIA DE LEPTOSPIROSE NO BRASIL: ESTUDO ECOLÓGICO POR UNIDADE FEDERATIVA, 2025

23 de mai. de 2026 08:00
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Vírus e bactérias Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Bruna Gischewski Vilela (Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias - Universidade Federal de Lavras)

Descrição

A Leptospirose é uma zoonose de relevância global, associada a fatores ambientais e condições socioeconômicas desfavoráveis, especialmente em contextos de saneamento inadequado. No Brasil, sua distribuição reflete desigualdades regionais e estruturais persistentes, influenciadas por vulnerabilidades sociais e ambientais. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre fatores socioeconômicos e a incidência da doença no país em 2025, por meio de um delineamento ecológico por unidade federativa. Foram utilizados dados agregados das 27 unidades federativas, incluindo casos confirmados obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e indicadores populacionais e socioeconômicos provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A incidência foi estimada por 100.000 habitantes, e análises exploratórias de correlação foram realizadas com variáveis como índice de desenvolvimento humano, renda per capita e cobertura de esgotamento sanitário. Em 2025, foram registrados 2.854 casos confirmados, com distribuição heterogênea entre as unidades federativas e taxas variando de 0,09 a 13,13 casos por 100.000 habitantes. Os maiores valores foram observados nos estados do Acre e Amapá, enquanto os menores ocorreram em Piauí e Goiás. Verificou-se correlação negativa entre a incidência e os indicadores analisados, incluindo cobertura de esgotamento sanitário (r = -0,09), renda per capita (r = -0,18) e índice de desenvolvimento humano (r = -0,12), indicando tendência de maior ocorrência em contextos de maior vulnerabilidade. Apesar disso, a baixa magnitude dos coeficientes sugere que outros fatores ambientais e estruturais também influenciam a dinâmica da doença. Considerando o delineamento ecológico, não é possível estabelecer relações causais em nível individual. Os achados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à ampliação do saneamento básico e à redução das desigualdades sociais.

Palavras-chave zoonose; vigilância epidemiológica; saneamento básico.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Bruna Gischewski Vilela (Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias - Universidade Federal de Lavras)

Co-autores

Adrieli Alves Vieira (Mestranda em Ciências Veterinárias - Universidade Federal de Lavras) João Paulo Correia (Mestrando do Departamento de Agricultura, Faculdade de Agronomia/Fitopatologia, Universidade Federal de Lavras) Renata Aparecida Correia Usha Vashist (Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais – Campus Muzambinho)

Materiais de apresentação

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