Palestrante
Descrição
O vírus Zika é um vírus pertencente ao gênero Flavivirus. Sua principal forma de transmissão ocorre pela picada das fêmeas do mosquito Aedes aegypti. Além da transmissão vetorial, o vírus também pode ser transmitido por via vertical, da mãe para o feto durante a gestação, e por via sexual (Almeida et al., 2020). No Brasil, o vírus ganhou destaque a partir de 2015, especialmente devido à sua associação com complicações neurológicas e à síndrome congênita (Duarte et al., 2017). Portanto, objetivou-se analisar o perfil epidemiológico dos casos notificados de Zika no Brasil entre 2016 e 2025, considerando a evolução dos casos, a escolaridade e a faixa etária, com ênfase na distribuição regional e na qualidade das informações. Baseando-se em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no qual foram analisados 545.187 casos registrados no período (Brasil, 2026). As variáveis incluíram evolução, escolaridade e faixa etária, estratificadas por regiões e unidades federativas, sendo realizada análise proporcional para identificação de padrões epidemiológicos. Os resultados evidenciaram predomínio de evolução para cura, correspondendo a 67,8% dos casos, e baixa letalidade, com 86 óbitos atribuídos ao Zika. A distribuição regional mostrou maior concentração de casos no Nordeste, com 38% do total, seguido pelo Sudeste, com 33%. Em relação à escolaridade, observou-se elevada proporção de falta de dados, o que limita análises mais detalhadas; entre os registros válidos, predominou o ensino médio completo e incompleto. Quanto à faixa etária, verificou-se forte concentração entre adultos de 20 a 39 anos, representando 41,7% dos casos, seguidos pelo grupo de 40 a 59 anos, com 22,9%, enquanto crianças e idosos apresentaram menor participação relativa. Dessa forma, os achados indicam que, apesar da baixa mortalidade, a Zika apresenta significativo impacto epidemiológico, especialmente em regiões mais vulneráveis. Desse modo, conclui-se que a elevada incompletude dos dados de escolaridade evidencia fragilidades no sistema de vigilância, dificultando análises sociais mais aprofundadas, enquanto a consistência das informações etárias reforça a confiabilidade desse indicador. Assim, o padrão observado sugere que a transmissão do Zika está mais relacionada a fatores ambientais e urbanos do que a características individuais isoladas.
| Palavras-chave | Distribuição regional 1; Arbovirose 2; Vigilância 3 |
|---|---|
| Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? | Pôster |
| Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? | Não |
| O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? | 3. Saúde e Bem-Estar |