19 – 23 de mai. de 2026
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HANSENÍASE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE POPULAÇÃO INDÍGENA E POPULAÇÃO GERAL, NO PERÍODO DE 2015 A 2024.

22 de mai. de 2026 10:20
20m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Populações Negligenciadas Dia 1 - 22/05/2026

Palestrante

Sr. Thiago de Oliveira Loures (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

Descrição

A hanseníase, causada por Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica e negligenciada que permanece como relevante problema de saúde pública no Brasil, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais e limitações no acesso aos serviços de saúde. Sua persistência está associada à manutenção da transmissão ativa e a desafios na detecção precoce dos casos, sobretudo em populações vulnerabilizadas. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo analisar a ocorrência de hanseníase no estado do Rio de Janeiro no período de 2015 a 2024, com ênfase na comparação entre a população indígena e a população geral. Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram analisadas as taxas de incidência (por 100 mil habitantes). A população indígena foi estimada pela média dos Censos do IBGE de 2010 e 2022, enquanto a população geral foi obtida por meio de projeções anuais do DATASUS/IBGE. No período analisado, foram registrados 8 casos de hanseníase na população indígena e 7.886 casos na população geral. A incidência acumulada na população indígena foi de 50 casos por 100 mil habitantes, superior à da população geral (45 casos por 100 mil habitantes). A incidência média anual foi estimada em aproximadamente 5,0 casos por 100 mil habitantes/ano na população indígena e 4,6 casos por 100 mil habitantes/ano na população geral. Observou-se acentuada instabilidade nas taxas anuais na população indígena, com ausência de registros em 2021, seguida de aumento em 2022 e 2023, com valores superiores a 6 casos por 100 mil habitantes. Esse padrão pode estar relacionado à redução das ações de vigilância durante a pandemia de COVID-19, com subnotificação e represamento de casos, sugerindo cenário de endemia oculta. A população indígena apresentou variações ao longo do período, enquanto a população geral apresentou menor variabilidade nas taxas anuais, o que pode sugerir diferenças na regularidade da detecção dos casos. A ausência de registros em 2024 na população indígena pode refletir dados preliminares e fragilidades na vigilância. Os achados evidenciam a manutenção da hanseníase como endemia no estado, com maior frequência em populações específicas, reforçando a necessidade de fortalecer a vigilância ativa e passiva, ampliar o diagnóstico precoce e intensificar estratégias territorializadas para interrupção da transmissão.

Palavras-chave mycobacterium leprae; incidência; vigilância epidemiológica
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Não
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 20. Povos Originários e Comunidades Tradicionais

Autor

Maria Angélica Ferreira

Co-autores

Sr. Thiago de Oliveira Loures (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Manuela Novaes Melilo (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Paula Cavassana Bruno Faria Fiaux (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)) Cheryl Gouveia (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ) Prof. Isabele da Costa Angelo Tiago Marques dos Santos (Luís Antônio dos Santos e Eva Marques Pedrosa dos Santos)

Materiais de apresentação

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