19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MALÁRIA EM GOIÁS ENTRE 2019 E 2024

23 de mai. de 2026 08:00
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Descrição

A malária é uma doença infecciosa que ocorre em regiões tropicais, causada por protozoários do gênero Plasmodium (especialmente P. falciparum) e transmitida pelo mosquito Anopheles (mosquito-prego). Sua dinâmica de transmissão é influenciada por condições climáticas e ambientais, uma vez que a sazonalidade ao longo do ano favorece a proliferação do vetor. Embora Goiás não seja área endêmica, a doença apresenta relevância para a saúde pública do estado. Inserido no Cerrado brasileiro, Goiás apresenta verão com elevado índice pluviométrico e altas temperaturas, sob influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), o que favorece o ciclo de transmissão entre vetor e hospedeiro. Nesse contexto, buscou-se descrever o perfil epidemiológico da malária em Goiás entre 2019 e 2024.Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, com dados secundários provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no DATASUS. Foram analisados os casos notificados no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo local de residência, entre 2020 e 2025. As variáveis incluíram sexo biológico, raça/cor, faixa etária e escolaridade. A análise dos dados mostrou que Goiás registrou 417 casos entre 2019 e 2024, sendo 2022 o ano com maior número de notificações (102). A maior parte dos casos ocorreu entre dezembro e março (40,5%; n=169). Observou-se predomínio no sexo masculino (74,6%; n=311), na faixa etária de 20 a 39 anos (53,5%; n=223), entre indivíduos pardos (77,7%; n=324) e com ensino médio completo (20,4%; n=85). Entre os municípios com maiores prevalências, destacam-se Goiânia (20,82 casos/100.000 habitantes), Jataí (9,85 casos/100.000 habitantes) e Caldas Novas (7,85
casos/100.000 habitantes). Quanto à morbidade, foram registradas 251 internações hospitalares no período, com maiores números em 2012, 2022 e 2023 (55, 54 e 51 internações, respectivamente). Apesar de não ser área endêmica, Goiás apresentou ocorrência contínua de casos e internações por malária no período analisado, evidenciando sua relevância para a saúde pública. Destaca-se o município de Jataí, na região sudoeste do estado, que apresenta, inclusive em área urbana, condições climáticas e geomorfológicas favoráveis à presença do vetor e à transmissão do Plasmodium.

Palavras-chave Infectologia; Parasitologia; Plasmodium
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Co-autores

Denisia Freitas NEVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Geografia, Universidade Federal de Jataí.) Lara Fábya Cruvinel Martins (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Luarla Lamile de Oliveira (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Geografia, Universidade Federal de Jataí.) Luis Eduardo de MOURA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Nícolas Ventura da Silva MENDES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Pedro Lucas Silveira DUARTE (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Polyana da Silva GOMES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Federal de Jataí.) Renato Arthur Franco Rodrigues (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Érica Helena ALVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Materiais de apresentação

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