19 – 23 de mai. de 2026
UFLA
Fuso horário America/Sao_Paulo

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA LEISHMANIOSE VISCERAL EM GOIÁS ENTRE 2020 E 2025

23 de mai. de 2026 08:00
25m
Salão de Convenções (UFLA)

Salão de Convenções

UFLA

Campus Universitário - Aquenta Sol, Lavras - MG, 37200-000
Doenças Negligenciadas - Protozoários Dia 2 - 23/05/2026

Palestrante

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Descrição

A leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma doença grave causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos por insetos flebotomíneos. No contexto urbano brasileiro, o cão doméstico atua como importante reservatório. Nas últimas décadas, observa-se a expansão da doença para áreas urbanas, configurando relevante problema de saúde pública. Seus principais sinais clínicos incluem febre persistente, perda de peso, anemia e hepatoesplenomegalia, podendo evoluir para óbito quando não tratada. Devido à sua magnitude, integra o grupo das doenças tropicais negligenciadas de maior impacto mundial. Nesse contexto, buscou-se descrever o perfil epidemiológico da leishmaniose visceral em Goiás entre 2020 e 2025.Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no DATASUS. Foram analisados os casos notificados no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo local de residência, no período de 2020 a 2025. As variáveis incluíram sexo, raça/cor, faixa etária, escolaridade e evolução. Entre 2020 e 2025, Goiás registrou 163 casos confirmados de leishmaniose visceral, com pico em 2020 (49 casos) e tendência de redução progressiva a partir de 2022, sugerindo avanços nas ações de vigilância. A cura correspondeu a 63,8% dos desfechos, enquanto os óbitos por LV representaram 8,6%. Observou-se predominância do sexo masculino (71,2%), maior concentração de casos entre 20 e 59 anos, com impacto relevante em crianças menores de 5 anos (34 casos), e maior acometimento da
população parda (63,8%), seguida pela preta (13,5%) e branca (12,9%), possivelmente refletindo desigualdades no acesso aos serviços de saúde. Os dados indicam que a LV permanece como importante problema de saúde pública em Goiás. Apesar da redução nas notificações a partir de 2022, a persistência de óbitos evidencia a necessidade de aprimoramento do diagnóstico precoce e do tratamento oportuno. Destaca-se a importância do fortalecimento contínuo das ações de controle vetorial e do manejo de reservatórios, visando intervenções mais eficazes na redução da morbimortalidade no estado.

Palavras-chave Infectologia; Parasitologia; Vigilância Sanitária Ambiental.
Em qual formato você prefere apresentar seu trabalho? Pôster
Deseja concorrer à premiação de melhores trabalhos? Sim
O seu trabalho se encaixa em qual dos 20 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)? 3. Saúde e Bem-Estar

Autor

Christiane Ricaldoni Giviziez (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Co-autores

Denisia Freitas NEVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Geografia, Universidade Federal de Jataí.) Emilly de Jesus GONÇALVES Luarla Lamile de Oliveira (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Geografia, Universidade Federal de Jataí.) Luis Eduardo de MOURA (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Millena Silva Barbosa dos SANTOS (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Pedro Lucas Silveira DUARTE (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Renato Arthur Franco Rodrigues (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí) Érica Helena ALVES (Laboratório de Situação Interinstitucional e Transdisciplinar em Saúde (LabSITS), Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí)

Materiais de apresentação

Ainda não há materiais